Eletricidade em Cuba reposta após 6º ‘apagão’ do ano

As autoridades de Cuba anunciaram hoje a reposição do fornecimento de eletricidade, após o 6ª. ‘apagão’ nacional do ano, desde a noite de domingo para segunda-feira, no contexto da grave crise energética e do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.

Executive Digest com Lusa

As autoridades de Cuba anunciaram hoje a reposição do fornecimento de eletricidade, após o 6ª. ‘apagão’ nacional do ano, desde a noite de domingo para segunda-feira, no contexto da grave crise energética e do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.


A companhia nacional de eletricidade UNE indicou que o sistema elétrico nacional tinha sido restabelecido após um corte generalizado de um dia e meio, mas vastas áreas do país continuam sem eletricidade, segundo a AFP. Em Havana, capital da ilha, apenas 42% da cidade tinha eletricidade hoje ao meio-dia (final da tarde em Portugal continental).


As autoridades tiveram dificuldade em repor o sistema elétrico, gerando frustração na população, que sofre cortes de eletricidade locais quase permanentes, além dos seis cortes gerais.


“É isto, a nova normalidade: o sistema colapsa, eles ligam-no, e ele volta a colapsar, mas de qualquer forma, nunca temos eletricidade, mesmo quando a rede não avaria. Portanto, para mim, isso não muda nada”, afirmou Carlos Garcia, 57 anos, motorista.


Cuba, com 9,4 milhões de habitantes, está mergulhada numa profunda crise económica há vários anos, e o regime comunista luta para manter o abastecimento de eletricidade aos seus cidadãos devido a infraestruturas antigas, mas também ao severo bloqueio energético imposto por Washington.

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A maioria dos cubanos dispõe agora de eletricidade apenas algumas horas por dia, o que torna o seu quotidiano extremamente complicado, com cortes frequentes de bombas de água, ventiladores e outro tipo de aparelhos.


Na segunda-feira à noite, na total escuridão da Velha Havana, os moradores colocaram-se nas varandas ou inclinaram-se nas janelas, batendo em utensílios de cozinha para expressar descontentamento.


Hoje, o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, responsabilizou Washington pela crise. As falhas na rede, afirmou na rede social X, são “consequências diretas do bloqueio genocida dos Estados Unidos contra Cuba”.

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Os Estados Unidos, por seu lado, dizem que a crise se deve à má gestão da economia pelo governo comunista.


As sete centrais termoelétricas, que constituem a espinha dorsal da rede nacional cubana, têm mais de 40 anos e sofrem frequentemente avarias.


Mas os cortes de eletricidade têm-se agravado desde janeiro, quando Washington impôs à ilha um bloqueio petrolífero que complica o abastecimento de combustível para estas centrais e para os geradores de reserva.


As relações entre os Estados Unidos e Cuba têm-se deteriorado significativamente desde o início do ano, especialmente após a captura por forças norte-americanas do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado do governo cubano.

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