7000 quilómetros e 384 terabits por segundo: o novo cabo da Google que chega a Sines

O Nuvem integra a expansão da rede internacional de cabos submarinos da Google e reforça a posição de Portugal nas ligações digitais entre os dois lados do Atlântico.

Executive Digest

A Google concluiu a ligação do Nuvem, um novo cabo submarino com cerca de 7000 quilómetros que une os Estados Unidos a Portugal e pretende aumentar a capacidade de transmissão de dados entre a América do Norte e a Europa.

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Apresentado em 2023, o cabo liga o estado da Carolina do Sul à cidade de Sines, passando pelas Bermudas e pelos Açores. A infraestrutura foi desenvolvida para responder ao crescimento da computação na nuvem e da inteligência artificial, duas áreas que exigem uma capacidade cada vez maior para transportar grandes volumes de informação.

De acordo com o 20minutos, o Nuvem integra a expansão da rede internacional de cabos submarinos da Google e reforça a posição de Portugal nas ligações digitais entre os dois lados do Atlântico.

Cabo pode transportar 384 terabits por segundo

O sistema é constituído por 16 pares de fibra e tem uma capacidade total projetada de cerca de 384 terabits por segundo.

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Esta capacidade permitirá gerir um volume de dados muito superior e acompanhar o aumento da procura associado aos serviços digitais, à computação na nuvem e às aplicações de inteligência artificial.

Os cabos submarinos desempenham atualmente um papel central nas comunicações internacionais. Segundo o 20minutos, que cita dados da Reuters, estas infraestruturas transportam mais de 95% do tráfego mundial de dados entre continentes.

Apesar de a comunicação por satélite ser mais visível para o público, é através de redes instaladas no fundo dos oceanos que circula a maior parte da informação digital trocada em todo o mundo.

Sines reforça importância nas ligações digitais

O nome Nuvem resulta da palavra portuguesa utilizada para designar a “cloud” e reflete o objetivo do projeto: aumentar a capacidade necessária para suportar o crescimento dos serviços baseados na nuvem.

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A chegada do cabo a Sines faz também parte de uma estratégia mais ampla para reforçar Portugal como um dos principais centros de conectividade digital da Europa.

O país já é ponto de chegada de outras duas infraestruturas submarinas de elevada capacidade. O Equiano, propriedade da Google, estabelece uma ligação a outras regiões através do Atlântico, enquanto o EllaLink liga Portugal ao Brasil.

Com a entrada em funcionamento do Nuvem, Portugal passa a assumir um papel ainda mais relevante na circulação de dados entre a Europa, os Estados Unidos e outros mercados internacionais.

Cabos submarinos existem desde 1956

O primeiro sistema telefónico transatlântico por cabo submarino, conhecido como TAT-1, começou a funcionar em 1956.

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Desde então, estas redes multiplicaram-se e tornaram-se essenciais para o funcionamento da Internet, das plataformas digitais, dos serviços financeiros, das comunicações empresariais e das aplicações tecnológicas utilizadas diariamente.

O Nuvem representa uma nova geração destas infraestruturas, preparada para transportar quantidades de informação muito superiores e para responder às necessidades criadas pela rápida expansão da inteligência artificial e da computação na nuve

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