A bolsa de Lisboa acentuava a tendência de baixa, com 15 ações do PSI a caírem, lideradas pelas da Teixeira Duarte, Mota-Engil e NOS, que desciam mais de 3%, e as da Galp a subirem 1,93%.
Cerca das 09:30 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e baixava 1,58% para 8.804,56 pontos, com 15 empresas a descer e apenas a Galp a subir a cotação, designadamente 1,93% para 20,07 euros.
As ações da Teixeira Duarte, Mota-Engil e NOS cediam 3,40% para 0,46 euros, 3,38% para 4,57 euros e 3,08% para 5,35 euros, respetivamente.
Às ações destas três empresas seguiam-se as do BCP, EDP Renováveis e EDP, que se desvalorizavam 2,96% para 0,79 euros, 2,69% para 12,30 euros e 2,62% para 4,13 euros.
As ações da Semapa também caíam mais de 2%, designadamente 2,49% para 21,55 euros.
A descer mais de 1%, as ações dos CTT e da REN cediam 1,76% para 6,70 euros e 1,56% para 3,77 euros, bem como as da Navigator e Altri, que recuavam 1,21% para 3,27 euros e 1,19% para 4,55 euros.
Mais moderadamente, as ações da Corticeira Amorim e Sonae baixavam 0,94% para 6,31 euros e 0,84% para 1,89 euros.
As outras duas ações que também se desvalorizavam eram as da Ibersol (-046% para 10,09 euros) e Jerónimo Martins (-0,28% para 21,22 euros).
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, com perdas superiores a 2%, arrastadas pela subida do preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, devido à escalada da guerra no Médio Oriente.
O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o início da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel contra o Irão, subiu hoje 15% e 47% desde 27 de fevereiro.
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 15% para 106,86 dólares, um máximo desde fevereiro de 2022, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 47% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 14% para 107,67 dólares.
A escalada bélica no Oriente Médio, quando se completa o décimo dia da guerra entre os EUA, Israel e Irão, levou a fortes subidas do preço do barril de petróleo.
A subida moderou-se depois do rumor de que o G7, que realizará uma reunião de emergência hoje, às 12:30 em Lisboa, poderá optar por uma libertação coordenada de reservas estratégicas.
O choque energético leva o mercado a elevar as expectativas de inflação e a continuar a adiar os cortes de taxas no caso da Reserva Federal (Fed) dos EUA, e a aumentar as previsões de aumentos de taxas por parte do Banco Central Europeu (BCE) em 2026, embora para os analistas da Renta4 citados pela Efe não faça muito sentido enfrentar a situação atual aumentando as taxas.
Na Ásia, as bolsas terminaram em baixa.
Os futuros da bolsa em Wall Street avançam quedas de 1,60% para o Nasdaq, e de 1,59% para o Dow Jones, depois de terem terminado com quedas de 1,59% e de 0,95% na sexta-feira.
Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.
O euro recuava para 1,1548 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.














