A ascensão da IA generativa está a alterar o paradigma do mundo do trabalho, e um estudo recente da IBM mostra que a ascensão desta tecnologia vai obrigar a que 40% da força de trabalho em todo o mundo tenha que se requalificar para dar resposta às novas exigências.
Esta nova realidade está a fazer com que os líderes de negócio enfrentem novos desafios e sejam obrigados a adotar estratégias para agarrar uma vantagem competitiva, entre elas a qualificação dos seus profissionais.
A lacuna de conhecimentos e habilidades terá de ser colmatada antes da implementação da automação, e afetará 1,4 mil milhões das 3,4 mil milhões de pessoas que compões a força de trabalho a nível mundial, de acordo com os executivos entrevistados.
Os resultados deste estudo foram obtidos através de duas pesquisas, uma com 3.000 líderes globais em 28 países e outra com 21.000 trabalhadores em 22 países, que revelam que a aquisição de novas competências pelos atuais funcionários é um dos principais problemas de talento.
De acordo com o estudo, 87% dos executivos entrevistados acreditam que os funcionários têm maior probabilidade de serem aumentados do que substituídos por IA generativa. Isso varia entre as funções – 97% dos executivos acham que é mais provável que os funcionários na área das compras sejam aumentados do que substituídos, em comparação com 93% dos funcionários de risco e conformidade, 93% de finanças, 77% de atendimento ao cliente e 73% de marketing.
“O mundo do trabalho mudou em comparação com há seis meses. Os líderes estão a começar a acreditar que a empresa de amanhã pode não ser capaz de operar com os talentos de ontem – e os talentos de amanhã podem não contar com as formas de trabalhar de ontem”, pode ler-se no estudo.
A IBM acredita que à medida que as empresas adotam ainda mais a IA, só vai ocorrer uma mudança positiva se as organizações priorizarem uma nova abordagem para talentos e modelos operacionais em que pessoas e a tecnologia se unam para aumentar a produtividade e gerar valor comercial.














