O movimento TVDE reúne-se esta sexta-feira, dia 25 de fevereiro, com o responsável da Uber em Portugal, seguindo uma ronda de encontros, numa tentativa de verem respondidas as suas exigências.
Na segunda-feira, o movimento reuniu-se com o diretor geral da Bolt em Portugal e responsável ibérico. Os representantes também já se reuniram com o representante da Free Now em Portugal e já têm nova reunião agendada para o próximo mês.
Motoristas e parceiros das plataformas digitais TVDE exigem mais fiscalização e uma taxa fixa nos serviços, motivos que os têm levado a manifestar-se todas as semanas, entre Oeiras e Lisboa.
Na quarta-feira voltaram a sair à rua em protesto (pela sexta semana consecutiva) para exigir mais fiscalização e uma taxa fixa nos serviços, tendo entregue no Ministério do Ambiente, o caderno reivindicativo de alteração à lei 45/2018 e o relatório de custos da atividade.
“Correu bem, conseguimos mais uma vez ser recebidos, por parte de uma entidade pública que está com interesse em nos tentar ajudar”, começou por explicar à Lusa Diogo Fernandes, no movimento TVDE, lembrando que o Ministério do Ambiente é quem tutela o setor.
Diogo Fernandes adiantou ainda ter sido recebido pelo chefe de gabinete do ministro, ao qual lembrou os problemas do setor que enfrentaram devido à pandemia de covid-19, sobretudo para o facto de as viaturas estarem limitadas por lei a um período de serviço de sete anos, ou cinco, consoante a categoria em que operam.
“Viemos dar o alerta porque sabemos que é possível colocar uma portaria para prolongar o prazo de trabalho dessas mesmas viaturas, no caso de categoria ‘Black’ até sete anos e no serviço normal até 10 anos a operar na plataforma”, salientou.
O responsável lembrou ainda que o fluxo de trabalho nos últimos dois anos e a faturação “não cobriu as despesas inerentes” e que há viaturas com moratórias.
De acordo com Diogo Fernandes, há por parte de duas plataformas abertura para a prorrogação do prazo da matrícula, esperando agora as reuniões com as restantes para saber a sua posição.
Em causa para os motoristas e parceiros estão quatro pontos fundamentais, como o aumento do valor do quilómetro para 71 cêntimos líquidos, a criação de uma exceção para as empresas TVDE, uma vez que as viaturas, por lei, só podem circular sete anos, havendo parceiros que vão continuar a pagar os carros além disso, tendo em conta os dois anos de pandemia, segundo disse à Lusa Diogo Fernandes.
O movimento pretende ainda que possam saber “antes da aceitação do pedido” todos os detalhes da viagem, como a morada de recolha, a morada de destino e o valor líquido da viagem, de forma a não percorrem, por vezes, 15 quilómetros, para uma viagem de 2,5 euros, por exemplo.
Os motoristas querem ainda ficar a “conhecer a razão dos bloqueios por parte das plataformas”, salientando ainda a necessidade de uma entidade em Portugal para dar o apoio jurídico necessário quanto a esta questão.
Os motoristas e parceiros pretendem que o valor mínimo por quilómetro esteja regulamentado em Decreto-Lei, de forma a garantir que estão cobertos os custos mínimos da atividade.
Atualmente, são três as operadoras a trabalhar no país: Uber, Bolt e Free Now, esta última criada a partir da MyTaxi (serviço de transporte em táxis através de uma aplicação de telemóvel) e que integra também os TVDE da antiga Kapten.













