Grupos de ransomware Hive, LockBit e BlackCat atacam uma mesma rede consecutivamente, revela estudo

A Sophos, empresa de soluções de cibersegurança de próxima geração, divulgou recentemente as conclusões do estudo “Multiple Attackers: A Clear and Present Danger” onde alerta para os grupos Hive, LockBit e BlackCat, três gangues de ransomware proeminentes, que atacaram consecutivamente uma mesma rede.

Mariana da Silva Godinho

A Sophos, empresa de soluções de cibersegurança de próxima geração, divulgou recentemente as conclusões do estudo “Multiple Attackers: A Clear and Present Danger” onde alerta para os grupos Hive, LockBit e BlackCat, três gangues de ransomware proeminentes, que atacaram consecutivamente uma mesma rede.

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Os primeiros dois ataques tiveram uma diferença de duas horas e o terceiro aconteceu no espaço de duas semanas depois. Os resgates foram pedidos individualmente por cada grupo e alguns dos ficheiros foram triplamente encriptados.

“Já é suficientemente mau receber uma nota de ransomware, quanto mais três,” comenta John Shier, Senior Security Advisor da Sophos. “Os atacantes múltiplos criam todo um novo nível de complexidade quanto à recuperação, particularmente quando os ficheiros de rede são encriptados triplamente. Uma cibersegurança que inclua prevenção, deteção e resposta é essencial para as organizações de qualquer dimensão e natureza – nenhuma está imune.”

Apesar de detalhar outros casos de “sobreposição” de ciberataques, o estudo faz a comparação com o passado, onde os ataques geralmente ocorriam durante muitos meses ou até anos.

“De modo geral, os grupos de ransomware não parecem antagonizar-se abertamente. De facto, o LockBit não proíbe explicitamente os seus associados de trabalhar com concorrentes, tal como indicamos no whitepaper da Sophos,” continua Shier.

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“Não temos provas de colaboração, mas é possível que ela aconteça, se os atacantes perceberem que o volume de ‘recursos’ é finito num mercado cada vez mais competitivo. Ou talvez acreditem que, quanto mais pressão colocarem num alvo – por exemplo através de múltiplos ataques –, mais será provável que as vítimas paguem. Talvez tenham discussões a nível superior e tenham assinado acordos mutuamente benéficos, por exemplo, em que um grupo encripta os dados e outro extrai-os. Em algum momento, estes grupos terão de decidir a sua posição quanto à colaboração – se devem adotá-la mais ou tornar-se mais competitivos – mas, por agora, o campo de ação está aberto para múltiplos ataques por diferentes grupos”, conclui.

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