A fábrica da Bosch destacada em Braga entrou em lay-off na segunda-feira, devido à paralisação das linhas produção causada pela falta de chips. Carlos Ribas, líder do grupo em Portugal, adiantou ao Negócios que o bloqueio vai durar ”sensivelmente um mês, com possibilidade de prolongamento”.
“Tudo irá depender do material que os nossos fornecedores nos conseguirão fazer chegar nas próximas semanas. Certo é que temos encomendas e estamos prontos para reiniciar a produção logo que tenhamos os semicondutores”, acrescentou o gabinete de imprensa da empresa ao mesmo jornal.
Também a empresa minhota APTIV , especialista na fabricação de material elétrico e eletrónico para a Porsche, Audi, BMW, Volkswagen e Volvo, e que atualmente emprega 2.200 pessoas em Portugal, reconheceu que “continua a experimentar volatilidade nas programações de produção, [além de] despesas elevadas com frete e logística e preços mais altos nas matérias-primas”.
A empresa minhota chega mesmo a temer o encerramento das linhas de produção.
Já a PSA de Mangualde, responsável pelas marcas Citroën, Peugeot e Opel, e que no mês passado teve “seis dias de interrupção da produção”, revela que foi forçada “a realizar alguns ajustes de produção em abril devido às dificuldades de aprovisionamento de alguns dos nossos fornecedores”.
Quem também não escapou à tragédia da escassez dos semicondutores foi a JP Sá Couto, a mãe do computador Magalhães lançado por José Sócrates em 2008, e que reconhece que “esta situação levou a uma subida exponencial de preços de algumas partes dos computadores, refletindo-se num aumento de preço – na ordem dos 30% – dos equipamentos”, calcula a JP Group.
Por outro lado, a Autoeuropa já começa a respirar de alívio e refere que desde a paragem na última semana de março, que levou a que marca deixasse de produzir menos 5700 automóveis, garante que já não sofre perturbações. “Continuamos a acompanhar de perto e em permanência a situação, mas não se registaram novos sobressaltos”.














