A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira que já foram identificados cinco casos de varíola dos macacos, aos quais se juntam 20 casos suspeitos. Os casos foram todos registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Recentemente, o Reino Unido anunciou casos confirmados de varíola dos macacos e em Espanha as autoridades de saúde estão em alerta com oito casos suspeitos.
Mas o que é a varíola dos macacos, como se transmite e quais são os seus sintomas?
O que é a varíola dos macacos?
O Telegraph refere que o nome varíola dos macacos pode ser enganador, uma vez que o vírus circula nomeadamente entre pequenos mamíferos em África, como os ratos, que se acredita serem os incubadores desta doença. No entanto, também pode afetar macacos. As condições visíveis da doença num grupo de primatas utilizados para investigações em 1958 levou ao nome enganador da doença.
A doença foi descoberta nos anos 50 e os primeiros casos em seres humanos foram registados nos anos 70 do século passado.
Como explicou a DGS, o vírus da varíola dos macacos “é do género ortopoxvírus”. A DGS salientou que “a doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos”.
Como se transmite a varíola dos macacos?
Ao contrário do SARS-CoV-2, o vírus que provoca a Covid-19, a varíola dos macacos não se propaga facilmente entre a população pois requer contatos muito próximos para isso.
“A doença é transmissível através de contacto com animais ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados”, realça a DGS.
As vias de transmissão de uma pessoa para outra são através de grandes gotículas e contacto pele-a-pele com feridas abertas.
Quais são os sintomas?
A varíola dos macacos tem um período de incubação de entre uma a duas semanas e a doença pode perdurar entre duas a quatro semanas, com a maioria das pessoas a recuperarem sem necessidade de tratamento médico.
Os sintomas iniciais são febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, gânglios palpáveis, arrepios e exaustão.
A doença também produz uma irritação cutânea, que habitualmente começa na cara e depois espalha-se pelo corpo. A irritação cutânea passa por diferentes fases e pode assemelhar-se à varicela, por exemplo. Depois formam-se crostas na pele, que posteriormente caem.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que os sintomas podem ser ligeiros ou graves, e que as lesões podem provocar comichão ou dor.
Não há uma cura para a varíola dos macacos, mas existe uma vacina que pode prevenir o desenvolvimento da doença. A maioria das pessoas recupera da doença no espaço de um mês, mas a varíola dos macacos pode ser fatal em alguns casos. A taxa de mortalidade da doença é muito baixa e situa-se entre 1% e 10%.













