Terremoto move Turquia três metros para sudoeste, diz sismólogo

A sucessão de sismos registados na segunda-feira na Turquia e na Síria provocou mais de cinco mil vítimas mortais, embora se especule que o número possa continuar a aumentar nas próximas horas porque milhares de pessoas ficaram feridas e outras estão presas nos escombros.

Beatriz Maio

A sucessão de sismos registados na segunda-feira na Turquia e na Síria provocou mais de cinco mil vítimas mortais, embora se especule que o número possa continuar a aumentar nas próximas horas porque milhares de pessoas ficaram feridas e outras estão presas nos escombros.

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O sismo, de magnitude 7,8 na escala de Richter, deu-se a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, com a origem a uma profundidade de 17,9 quilómetros e originou pelo menos 42 réplicas, relatou o ministério de desastres e gestão de emergências do país.

Esta catástrofe, ocorrida devido à deslocação das placas tectónicas, fez com que o país se movimentasse cerca de três metros, informou sismólogo italiano e presidente do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Itália, Carlo Doglioni, citado pelo Daily Mail.

A placa árabe moveu-se cerca de três metros na direção nordeste-sudoeste em relação à placa anatólica, explicou o especialista ao notar que houve um deslocamento de mais de três metros ao longo de cerca de 100 milhas.

Apesar de grande parte do país se situar na placa da Anatólia, o sudoeste da Turquia cruza para a placa árabe ao lado da Síria.

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Depois do primeiro sismo, outro abalo de 6,7 graus na escala de Richter foi registado a 9,9 quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos da América. Os abalos foram sentidos também no Líbano e no Chipre, segundo a agência France–Presse.

A Turquia situa-se numa das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Em novembro, ocorreu um sismo de magnitude 5,9 na província de Düzce, 200 quilómetros a leste de Istambul, o que resultou em pelo menos 68 pessoas feridas.

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