Os casos de cólera aumentaram este ano, especialmente em locais do mundo mais pobres ou zonas de conflito: foram registados surtos em 26 países e as taxas de mortalidade registaram um aumento acentuado, apontou esta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Após anos de números em declínio, estamos a assistir um aumento muito preocupante de surtos de cólera em todo o mundo no ano passado”, frisou Philippe Barboza, líder da equipa da OMS para a cólera, numa conferência de imprensa em Genebra.
A taxa média de mortalidade até agora este ano quase triplicou em comparação com a média dos últimos cinco anos e está atualmente dos 3% em África, acrescentou.
Embora a maioria das pessoas afetadas tenha sintomas leves ou inexistentes, a cólera pode matar em poucas horas se não for tratada. Um surto de cólera na Síria já matou pelo menos 33 pessoas, representando um perigo nas linhas de frente da guerra de 11 anos no país e despertando receios nos campos lotados de refugiados.
Barboza expressou preocupação com surtos no Chifre de África e partes da Ásia, incluindo o Paquistão, onde algumas regiões estão inundadas, garantindo que estavam disponíveis alguns milhões de doses de vacinas para uso até ao final deste ano, citando a falta de fabricantes como um problema. “Então está muito claro que não temos vacinas suficientes para responder tanto a surtos agudos e menos ainda para poder implementar campanhas de vacinação preventiva que podem ser uma forma de reduzir o risco para muitos países”, garantiu.



