Irão: Netanyahu defende que República Islâmica está prestes a colapsar

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje, durante uma rara visita a soldados israelitas posicionados na Síria, que o regime iraniano está prestes a colapsar, numa altura de intensificação das hostilidades entre Estados Unidos e Irão.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje, durante uma rara visita a soldados israelitas posicionados na Síria, que o regime iraniano está prestes a colapsar, numa altura de intensificação das hostilidades entre Estados Unidos e Irão.

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“Ainda há trabalho a fazer. A principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irão. Estamos muito perto disso. Sabemos que todo este eixo (com os grupos aliados do Irão) acabará por colapsar”, frisou desde a encosta síria do Monte Hermon, na fronteira entre Israel e a Síria, durante uma visita acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria condenou, em comunicado, a presença de Netanyahu no seu território, classificando-a como uma ação “provocadora” e uma “violação flagrante” da soberania do país.

No final de fevereiro, Israel realizou uma campanha de ataques em conjunto com os Estados Unidos contra o Irão, desencadeando a guerra no Médio Oriente.

“Atingimos (o Irão) duas vezes e, se necessário, atingiremos uma terceira vez para continuar a combater as ameaças”, ameaçou Katz.

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Israel teve de aceitar um cessar-fogo imposto pelos Estados Unidos em abril e, desde então, tem-se mantido afastado do conflito, embora ameace regularmente retaliar duramente caso ocorram ataques iranianos.

Além disso, após a chegada ao poder em Damasco, no final de 2024, do islamista Ahmad al-Chareh, cuja coligação de rebeldes derrubou o presidente Bashar al-Assad, Israel lançou centenas de ataques contra a Síria.

O exército israelita realizou ainda incursões no sul do país e mobilizou tropas na zona tampão sob a supervisão da ONU, que separava as forças israelitas e sírias nos Montes Golã, onde Israel afirma ter estabelecido uma “zona de segurança”.

“Não permitiremos que nenhum exército terrorista se instale na nossa fronteira”, reafirmou hoje Netanyahu, cuja segunda e última visita à Síria tinha ocorrido em novembro de 2025.

Katz tinha visitado os soldados israelitas posicionados no sul da Síria há duas semanas, provocando a condenação de Damasco, que denunciou uma “violação flagrante da soberania” do país.

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As autoridades israelitas têm também afirmado repetidamente a sua intenção de manter as tropas na “zona de segurança”, onde Israel procura estabelecer uma área desmilitarizada mais vasta.

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