Supermercados britânicos já estão a racionar alimentos e outros produtos

Tesco, a maior cadeia de supermercados britânica, está a estabelecer limites na compra de ovos, arroz, sabão e papel higiénico.

Mara Tribuna

A Tesco, a maior cadeia de supermercados do Reino Unido, começou a estabelecer limites nas compras que cada britânico pode fazer em certos produtos, incluindo ovos, arroz, sabão e papel higiénico.

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Ao racionar os produtos essenciais, a cadeia está a dizer aos clientes para comprarem normalmente. “Como temos bons níveis de stock, por favor compre como normalmente faria para que todos possam obter o que precisam”, apelou o diretor da Tesco, Jason Tarry.

A cadeia de supermercados está a limitar a compra de determinados alimentos e produtos no período que antecede o Natal, devido ao receio que o açambarcamento possa deixar as prateleiras dos supermercados vazias mais uma vez. Além disso, a nova variante do coronavírus identificada no Reino Unido levou a uma quebra do fornecimento de produtos alimentares, nomeadamente vindos de França.

Numa atualização aos clientes, o diretor da Tesco confirmou que alguns “limites temporários de compra” seriam colocados nos produtos essenciais “para ajudar todos os clientes a terem acesso a estes produtos”.

O supermercado já tinha estabelecido um limite à quantidade de rolos de papel higiénico que os clientes podem comprar, de acordo com o Independent, na sequência de uma escassez generalizada na primavera, desencadeada pela perspetiva iminente do primeiro confinamento do país.

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Agora ovos, arroz, sabonete e gel de mãos vêm juntar-se aos limites estabelecidos de farinha, massa seca, toalhetes para bebés e toalhetes antibacterianos – com apenas três de cada item permitido por pessoa.

A nova estirpe do coronavírus detetada no Reino Unido levou vários governos a fecharem os corredores aéreos com o país. Além disso, França limitou a entrada de mercadorias no Reino Unido, provocando filas de transportadores que permanecem presos em autoestradas e parques de estacionamento enquanto esperam para entrar no país.

Mais de 4000 camiões de produtos alimentares que iam abastecer as prateleiras dos supermercados ficaram retidos devido à proibição francesa.

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