Sinal de perigo? Onda global de IPOs começa a lembrar bolha da internet em 1999

Nos últimos dias, a sequência de ofertas públicas iniciais tem sido muito positiva mas, para os analistas, começa a trazer à memória os excessos da bolha da internet.

Sónia Bexiga

Nos últimos dias, a sequência de ofertas públicas iniciais tem sido muito positiva mas, para os analistas, começa a trazer à memória os excessos da bolha da internet, um marco nos mercados dos finais da década de 1990.

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Mas quem são hoje as estrelas das bolsas mundiais? As ações da fabricante de brinquedos chinesa Pop Mart International subiram 112% na sua estreia em bolsa, esta sexta-feira, já depois da plataforma de alugueres de curta duração Airbnb ter fechado 113% acima do preço do IPO em Nova Iorque, nos estados Unidos.

A JD Health International subiu 56% no primeiro dia de negociações na terça-feira, enquanto a DoorDash protagonizava a assinalável escalada de 86% na quarta-feira.

O índice FTSE Renaissance Global IPO, que acompanha o desempenho de ofertas no mundo todo, acumula um crescimento de 82% este ano, em comparação com os ganhos de 12% do índice de ações all-country da MSCI, segundo dados compilados pela ‘Bloomberg’.

Comparar o período atual com a bolha da internet não é tarefa fácil porque o indicador Renaissance IPO só foi lançado em 2009, e um índice da Bloomberg dessa época foi extinto em 2017. Mas existem algumas semelhanças claras entre o índice da Bloomberg e o S&P 500 em 1998-99 e o indicador Renaissance agora.

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Assim considera Cameron Crise, analista macro da Bloomberg, apontando que o desempenho depois da bolha do final dos anos 1990 foi ainda mais forte. Se os IPOs seguissem o mesmo padrão agora, ainda registariam um grande salto, para depois enfrentar uma queda acentuada.

“A movimentação em torno destes nomes é definitivamente uma preocupação para nós”, disse Matt Maley, analista da Miller Tabak + Co., referindo-se aos IPOs dos EUA. Segundo Maley, o movimento de quinta-feira “no mercado de IPOs diz-nos que o mais provável é virmos a assistir a uma correção significativa , algures nos próximos seis a nove meses, não necessariamente nos próximos dias ou semanas”.

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