Setembro marca, para muitas famílias, o regresso às rotinas e também uma oportunidade para reorganizar as finanças depois dos meses de verão. Com novas despesas associadas ao regresso às aulas, ao trabalho e à retoma dos encargos habituais, este é um bom momento para rever o orçamento e criar hábitos que ajudem a poupar de forma mais consistente.
Poupar é o primeiro passo para garantir maior segurança financeira. Mas, depois de criar esse hábito, pode fazer sentido pensar também em formas de rentabilizar uma parte do dinheiro que consegue colocar de lado.
Uma estratégia simples para começar é seguir o princípio de “pagar-se a si próprio primeiro”: reservar uma parte do rendimento assim que o recebe, antes de começar a gastar. Depois de criar este hábito e de garantir uma reserva para imprevistos, pode avaliar como investir uma parte da poupança, tendo em conta os seus objetivos, o prazo e o risco que está disposto a assumir.
A DECO PROteste lembra que poupar e investir são duas etapas complementares: a poupança ajuda a criar uma base de segurança financeira, enquanto o investimento pode permitir rentabilizar o dinheiro ao longo do tempo.
1. Transformar a poupança numa despesa fixa
Ao esperar pelo final do mês para guardar aquilo que sobra, é provável que a poupança seja irregular ou inexistente. O apelo ao consumo surge primeiro. Por isso, uma opção passa por reservar de imediato uma parte do salário ou de outro rendimento assim que este é recebido. Pode começar-se com 10%, 5% ou mesmo 2% do rendimento. O mais importante é definir um valor que seja possível manter de forma consistente.
2. Automatizar a poupança
Programar uma transferência automática para o dia em que o rendimento é recebido, ou para um dos dias seguintes, pode facilitar a criação deste hábito. Desta forma, a poupança deixa de depender da memória ou da força de vontade e passa a ser tratada como qualquer outra obrigação mensal. Idealmente, o dinheiro
deve ser transferido para uma conta separada daquela que é utilizada para as despesas do dia a dia.
3. Criar primeiro uma reserva para investimentos
Antes de começar a investir, é importante ter dinheiro disponível para responder a despesas inesperadas. Uma avaria no carro, reparações em casa ou uma quebra temporária de rendimento não devem obrigar ao resgate de um investimento à pressa ou ao recurso a crédito. Por isso, a primeira finalidade da poupança deve ser a constituição de uma reserva de emergência adequada à situação financeira pessoal.
4. Definir o objetivo do investimento
Investir sem um objetivo definido torna mais difícil escolher uma estratégia adequada. O objetivo pode passar pela compra de uma casa, pelo complemento da reforma, pelo financiamento dos estudos dos filhos ou simplesmente pela construção de património a longo prazo. O prazo é especialmente importante, um objetivo para daqui a dois anos exige uma abordagem diferente de outro para daqui a 20 ou 30 anos.
5. Perceber o risco antes de investir
Uma rentabilidade potencialmente mais elevada implica normalmente aceitar um risco maior. Antes da escolha de qualquer produto financeiro, importa perceber quanto se pode perder, durante quanto tempo é possível manter o dinheiro investido e qual é a tolerância às oscilações do mercado. A solução adequada depende sempre do objetivo, do horizonte temporal e do perfil de risco de cada pessoa.
6. Começar cedo pode ser mais importante do que começar com muito
Não é necessário esperar até existir uma grande quantia disponível para começar a investir. A regularidade e o tempo podem ser aliados importantes graças ao efeito dos juros compostos: os ganhos obtidos vão sendo reinvestidos e podem, por sua vez, gerar novos ganhos.
Por exemplo, segundo uma simulação da DECO PROteste, quem poupar e investir 200 euros por mês durante 25 anos, assumindo uma rentabilidade anual de 4%, poderá acumular mais de 102 mil euros. Este exemplo não significa que esta rentabilidade esteja garantida, mas mostra como a relação entre tempo e consistência pode influenciar o resultado final.
7. Aumentar gradualmente o valor do investimento
O montante reservado atualmente não tem de permanecer igual ao longo da vida. Quando o rendimento aumenta ou uma despesa desaparece, pode existir margem
para aumentar também o valor destinado à poupança e ao investimento. Uma subida salarial, o fim de uma prestação ou uma redução de encargos fixos podem ser oportunidades para reforçar o montante mensal que é posto de parte, sem provocar uma alteração tão significativa no orçamento.












