A Rússia invadiu a Ucrânia dia 24 de fevereiro deste ano e o primeiro pacote de medidas que a União Europeia adotou para sancionar o país foi diplomático e financeiro.
Sendo que o país de Vladimir Putin não recuou, a UE viu-se obrigada a alargar as medidas, estando já no quinto pacote de medidas, onde foi imposto um embargo ao carvão russo e o encerramento de portos europeus.
A questão sobre se o petróleo e gás russo vai entrar na próxima ronda de sanções ainda está em cima da mesa, mas pode prejudicar o consenso europeu, pois a UE pode sair mais prejudicada com esta medida do que a própria Rússia.
O ‘The Conversation’ explica que esta resistência ao embargo pode estar relacionada com a ideia de que pode não haver alternativas disponíveis para as empresas e as famílias caso seja implementado um embargo à energia russa.
Segundo a simulação do site, o custo médio anual per capita do embargo especificamente do gás será de uma redução de -0,7% da despesa nacional bruta na União Europeia, enquanto para a Rússia seria uma despesa mais elevada, de cerca de -2,3% das suas despesas nacionais, que refletem a grande dependência da russa do comércio externo.
Para além disso, estes valores demonstram que o país de Vladimir Putin tem uma capacidade reduzida para compensar as perdas com o comércio noutros setores, mesmo que o setor energético sofra um aumento generalizado dos preços, que pode de certa forma amortecer o choque para a Rússia.
Concluindo, o site explica que para as perdas para a Rússia são três vezes mais acentuadas do que para a EU, explicando que em termos de euros, o custo anual de um embargo ao setor energético seria de 534 euros para um russo e 227 euros para um europeu.














