O PSI encerrou agosto com uma valorização de 3,5%, para os 9.437,2 pontos, registando a maior cotação de fecho mensal de 2026 e ficando próximo do máximo anual, segundo a análise da Maxyield sobre a evolução dos mercados.
Em termos homólogos, face a 31 de agosto de 2025, o PSI apresenta uma valorização de 21,6%. Desde o início de 2026, o índice acumula uma subida de 14,2%.
A evolução mensal foi sustentada pela maioria das cotadas que integram o PSI. Em agosto, 12 sociedades registaram uma subida das respetivas cotações, enquanto apenas quatro terminaram o mês em queda.
A Galp liderou as valorizações, com uma subida de 8,7%, seguida pela Ibersol, que avançou 7,2%, e pelos CTT, com uma valorização de 6,4%. A Corticeira Amorim ganhou 6%, a Semapa 5,5%, o BCP 5,1% e a EDP 4,7%.
Também em terreno positivo ficaram a NOS, com uma subida de 4,1%, a Jerónimo Martins, com 3,7%, a Mota-Engil, com 2,5%, a EDP Renováveis, com 1,6%, e a REN, com 1,4%.
Do lado das quedas, a Teixeira Duarte registou a maior desvalorização, de 2,7%, enquanto a Sonae perdeu 1,7%, a Altri recuou 1% e a Navigator caiu 0,4%.
Apesar da evolução positiva do índice, a negociação em bolsa abrandou durante o mês. Os montantes médios diários transacionados diminuíram 16% face a julho, dando continuidade à tendência de redução que se tem observado depois do crescimento registado no primeiro trimestre.
A Maxyield aponta como possíveis fatores para esta evolução o aumento dos resgates e a diminuição das subscrições em fundos de investimento mobiliário associados às autorizações de residência para investimento, bem como a menor atividade dos investidores institucionais.
A análise identifica também um aumento do interesse pelas posições de short selling, numa altura em que a Maxyield considera que os preços atuais das ações se encontram tendencialmente elevados. No final de agosto, sete cotadas apresentavam posições de venda a descoberto superiores a 0,5% do respetivo capital social.
A Mota-Engil apresentava a maior posição, equivalente a 1,5% do capital, seguida pelo BCP, com 1,4%. A Altri registava 0,79%, a Navigator 0,6%, a NOS 0,52%, enquanto Ibersol e Teixeira Duarte apresentavam posições de 0,5%.
Galp lidera ganhos desde o início do ano
No acumulado de 2026, a evolução do PSI é igualmente positiva, embora com diferenças significativas entre as várias cotadas. A Galp destaca-se com uma valorização de 46,3%, sendo a empresa com melhor desempenho anual.
Seguem-se a NOS, com uma subida de 25,3%, o BCP, com 24,9%, e a Sonae, com 24,4%. A EDP avançou 19,5%, enquanto a EDP Renováveis ganhou 13,5% e a REN 9%.
Também apresentam ganhos anuais a Corticeira Amorim (6,2%), a Altri (4,2%), a Ibersol (4%), a Navigator (3,4%) e a Semapa (1,4%).
Em sentido contrário, a Teixeira Duarte acumula uma queda de 25,2% desde o início do ano. Os CTT recuam 11,8%, a Jerónimo Martins perde 11,2% e a Mota-Engil também apresenta uma evolução negativa.
A Maxyield destaca, assim, a evolução particularmente robusta da Galp, Sonae, NOS, BCP e do setor energético, enquanto as construtoras, os CTT e a Jerónimo Martins permanecem entre as áreas mais pressionadas.
Fora do PSI, o PSI Geral, que inclui as empresas do índice principal e 15 sociedades do chamado «2.º mercado», avançou 4,3% em agosto e acumula uma valorização de 19,4% desde o início do ano. Entre as small caps, destacam-se, em termos anuais, as subidas da Impresa, Pharol e Toyota Caetano, enquanto Nova Base e Porto SAD registam algumas das quedas mais expressivas. A Estoril Sol destacou-se pela negativa em agosto, com uma descida superior a 10%.














