Primeiro-ministro quer “reimplementar cultura de exigência” e qualidade na Educação

O primeiro-ministro defendeu hoje uma reflexão sobre o resultado do estudo PISA, considerando que “não foi o melhor”, e disse que o esforço do Governo vai no sentido de “reimplementar uma cultura de exigência” e qualidade.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro defendeu hoje uma reflexão sobre o resultado do estudo PISA, considerando que “não foi o melhor”, e disse que o esforço do Governo vai no sentido de “reimplementar uma cultura de exigência” e qualidade.

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Luís Montenegro discursava no final do Conselho de Ministros descentralizado, que se focou maioritariamente na área da educação e que decorreu na Universidade Politécnica de Bragança, que será transformada, agora, em Universidade de Bragança e Norte Interior.

O primeiro-ministro referiu-se aos resultados da mais recente edição do PISA, estudo realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), nos quais pioraram os resultados dos alunos portugueses a leitura, matemática e ciências.

“Já agora, não resisto também a dizer isso aqui, porque é importante e não é para o jogo político ou partidário, é apenas para que nós tenhamos noção de que as nossas escolhas hoje impactam no futuro. Nós temos vindo a ser confrontados com a diminuição dos nossos resultados nos sistemas de avaliação internacional, aconteceu ainda agora com os resultados do PISA relativamente a 2025 e, repito, não quero aqui estar a fazer nenhuma polémica à volta disto. Quero apenas que nós, enquanto sociedade, façamos uma reflexão”, afirmou, considerando que os resultados a que o país chegou tiveram explicações nas “decisões tomadas ao longo dos anos”.

Luís Montenegro disse que é preciso “fazer uma avaliação e concluir que o resultado obtido não foi o melhor” e, portanto, “as decisões também não terão sido as melhores”, destacando “a hombridade” com que um anterior titular da pasta da Educação “o veio reconhecer”, sem concretizar nomes.

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“Com certeza que todos que cá estiveram antes tomaram as decisões que entenderam ser as melhores”, disse.

“E é por isso que nós teremos de compreender, para estarmos ainda mais certos e seguros do rumo que estamos a trilhar, que as nossas decisões são certas e que elas estão cruzadas umas com as outras e que elas impactam na vida das pessoas, na vida dos territórios”, frisou.

Montenegro disse que é nesse sentido que o Governo está a dar passos também para o sistema de avaliação, para a revisão de alguns currículos essenciais e para “reimplementar uma cultura de maior exigência” e, consequentemente, de maior qualidade.

“Cá estarão outros talvez no futuro para o verificar, ou então ainda estaremos nós, poderão depois ter resultados que nós um dia também mediremos para podermos adequar o fluxo das nossas decisões àquilo que forem precisamente esses resultados”, frisou.

E todo este “esforço ao nível da educação visa”, sublinhou, que, na “altura da decisão, todos possam seguir aquilo que é a sua vocação”, quer seja o ensino profissional e profissionalizante ou ensino superior.

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Neste sentido, anunciou a valorização de 402 centros de formação técnica especializada ou de formação profissional.

“E, portanto, não é apenas investir, não é descarregar investimento ou dinheiro para estes centros. Não. É também ir medirmos resultados, medirmos graus de empregabilidade, graus de integração nas dinâmicas das empresas, graus de aumento e acréscimo da produtividade das empresas e da competitividade do país”, salientou.

No seu discurso, Luís Montenegro começou por dizer que, depois revitalização em 87 escolas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Governo vai assegurar financiamento para a intervenção em 200 escolas.

“Nós sempre dissemos que aquelas que não integrassem esse número de intervenções teriam o seu financiamento assegurado, coisa que aliás rubricámos com o Banco Europeu de Investimentos precisamente esta semana para mais 200 escolas”, acrescentou.

Por estar numa escola, Luís Montenegro falou ainda da importância das contas públicas equilibradas.

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“As contas públicas equilibradas não valem por si, mas têm um valor para a vida das pessoas, que é concreto. Quando nós temos contas públicas equilibradas, nós financiamo-nos a um preço mais barato. E quando nós nos financiamos a um preço mais barato, pagamos menos juros. E quando pagamos menos juros, temos mais recursos disponíveis para investir na administração, nos serviços públicos, nas pessoas e também para investir na economia e nas empresas”, referiu ainda.

E acrescentou: – “As contas públicas saudáveis é isto que querem dizer, não é mais nada, quem confunde isso com os tempos em que tivemos de combater outros desafios está a ver mal”.

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