Rui Rangel, ex-juiz desembargador arguido na operação Lex, utilizou cartas de condução de cidadãos estrangeiros para escapar ao pagamento de multas de trânsito, juntando assim o crime de falsificação de documentos aos demais de que é acusado, nomeadamente corrupção, abuso de poder, fraude fiscal, entre outros, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
De acordo com a mesma publicação, o advogado de Rangel, Rui Martins, que também é acusado no mesmo processo, era quem lhe arranjava as identidades falsas, por intermédio de um jurista espanhol, sendo o seu testa de ferro para receber dinheiro ilegal.
Rui Rangel usou as identidades do marroquino Mokaddem Abdelmohssine e do equatoriano Cristian Andres Serrano, apresentando-os como condutores dos seus carros, um BMW X6 e um Range Rover, numa altura em que recebeu multas por excesso de velocidade na zona da Grande Lisboa, evitando assim o seu pagamento, segundo o mesmo jornal.
O ‘JN adianta ainda que a infração com o BMW foi verificada em Janeiro de 2015, na zona do Marquês de Pombal, tendo a multa, no valor de 120 euros, chegado mais de um ano depois. Rangel encaminhou-a para Rui Martins, que tratou do processo com o colega espanhol, usando a identidade de Abdelmohssine.
Por sua vez, em Novembro de 2016, foi a vez do Range Rover ser apanhado em excesso de velocidade, na avenida das Descobertas, com o processo a repetir-se, desta vez usando os dados de um tal de Serrano, que voltaram a ser utilizados numa terceira infração, em Loures.














