Queixas sobre lixo urbano aumentam 10,5% e Lisboa lidera reclamações

As reclamações relacionadas com lixo urbano aumentaram 10,5% até ao final de julho, refletindo um agravamento da insatisfação dos cidadãos com a limpeza e a gestão de resíduos nos municípios.

Executive Digest

As reclamações relacionadas com lixo urbano aumentaram 10,5% até ao final de julho, refletindo um agravamento da insatisfação dos cidadãos com a limpeza e a gestão de resíduos nos municípios.

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Segundo dados do Portal da Queixa, até 30 de julho foram registadas 220 reclamações ligadas a lixo urbano, comparando com 199 no mesmo período de 2025.

O peso destas queixas no total das reclamações dirigidas às câmaras municipais também aumentou, passando de 19,72% no ano passado para 20,79% em 2026.

Entre os principais motivos estão a acumulação de lixo, falhas na recolha, contentores a transbordar e ausência de limpeza regular.

Julho concentra maior número de reclamações

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Os dados mostram um agravamento ao longo do ano, com julho a concentrar 23,64% das ocorrências registadas.

Junho surge logo a seguir, com 19,55%, numa evolução que aponta para maior pressão sobre os serviços de limpeza durante os meses de verão.

A Câmara Municipal de Lisboa lidera as reclamações neste segmento, concentrando 17,73% do total.

Seguem-se Sesimbra e Almada, ambas com 5,45%, e Odivelas e Loures, com 5% cada.

Moita e Funchal registam maiores aumentos

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Em termos de crescimento, Moita e Funchal destacam-se com subidas de 500% no número de reclamações.

Torres Vedras registou um aumento de 300%, enquanto Odivelas apresentou uma subida de 120%.

Os dados do Portal da Queixa apontam, assim, para um agravamento da perceção dos cidadãos relativamente à limpeza urbana e à gestão de resíduos em vários municípios.

Queixas incluem ratos, insetos e maus odores

Alguns dos relatos recebidos vão além dos problemas de recolha de lixo e apontam para consequências ao nível da saúde pública.

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Entre as situações reportadas estão infestações de ratos e insetos, maus odores persistentes e degradação das condições de salubridade.

Há também denúncias de pragas que chegam ao interior de habitações, presença de entulho e deposição indevida de resíduos em espaços públicos, além de atrasos ou ausência de intervenção por parte das entidades responsáveis.

O Portal da Queixa refere igualmente casos de infestação em edifícios habitacionais e situações em que os moradores relatam a propagação de baratas e outros insetos para dentro das casas.

Agosto pode agravar situação

A pressão poderá aumentar nas próximas semanas.

A Agência Portuguesa do Ambiente alertou que a produção de resíduos tende a subir durante o verão e identificou agosto como o período mais crítico.

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Este aumento poderá agravar os problemas já sinalizados pelos cidadãos e aumentar a pressão sobre os serviços municipais de recolha e limpeza urbana.

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