OMS alerta que surto de Monkeypox continua a ser emergência de saúde global

Em Portugal, não há registo de novos casos de Monkeypox desde 21 de outubro. No total, entre maio e final de outubro, foram identificados 944 no país.

Pedro Zagacho Gonçalves

Depois de uma reunião do Comité de Emergência, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou que o atual surto de Monkeypox mantém-se como “uma emergência de saúde global”, no mais alto nível de alerta, apesar do declínio no número de novos casos verificado.

Esta classificação de “uma emergência de saúde global” foi criada para desencadear uma resposta internacional coordenada e pode desbloquear investimento para a colaboração na partilha de vacinas e tratamentos.

Desde julho que a OMS declarou que a surto em expansão de Monkeypox representava uma emergência de saúde global.

Entre os critérios que baseiam a manutenção da classificação, a OMS destaca “a transmissão continua da doença em algumas regiões”, a necessidade de “contínua preparação”, a “resposta desigual entre membros da OMS”, um “emergente potencial de maior impacto na saúde das populações mais vulneráveis”, “risco de estigma e discriminação”, “fracos sistemas de saúde em países em desenvolvimento”, “falta de acesso igual a diagnósticos, antivirais e vacinas” e “lacunas de investigação que têm de ser combatidas”.

Ainda que o número de novos casos reportados tenha vindo a diminuir nas últimas semanas, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, considera que ainda é cedo para clamar vitória contra o vírus: “Quando nos encontrámos pela primeira vez, em junho, havia 3000 casos de Monkeypox reportados à OMS. Na segunda reunião tínhamos 16 mil casos. Agora, mais de 70 mil casos foram reportados, incluindo 26 mortes”, alertou o responsável.

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Em Portugal, não há registo de novos casos de Monkeypox desde 21 de outubro. No total, entre maio e final de outubro, foram identificados 944 no país.

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