Monkeypox: DGS confirma mais oito casos em Portugal. Total sobe para 373

A Direção Geral da Saúde (DGS) acaba de confirmar um total de 373 casos de varíola dos macacos em Portugal.

Simone Silva

A Direção Geral da Saúde (DGS) acaba de confirmar um total de 373 casos de varíola dos macacos em Portugal, depois de terem sido notificadas mais oito infeções.

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Em comunicado, o organismo “confirma mais oito casos de infeção humana por
vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, um total de 373 casos”.

“A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas restantes regiões”, segundo a mesma nota, que adianta que “todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

Os novos casos, adianta a DGS, “foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e todos os “identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

“A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”, acrescenta o organismo, sublinhando que “continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”.

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Os casos do vírus monkeypox superam os 3.200 em 50 países do mundo, num aumento de 52%, de acordo com novos dados avançados na passada quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No discurso de abertura de um comité especial, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que entre os casos reportados há também registo de uma morte pelo vírus.

A OMS mantém o nível de risco “moderado” perante o surto, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endémicos, e muito distantes entre si.

A organização com sede em Genebra liga o atual surto a contactos sexuais entre homens, ainda que, em princípio, não se trate de uma doença sexualmente transmissiva, mas sim transmitida por contacto físico próximo.

Relativamente ao surto, a OMS mantém a sua recomendação de não adotar restrições a viagens, ainda que aconselhe que se evitem deslocações a quem revele sintomas ligados à doença.

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