A construção daquele que será o maior túnel rodoviário e ferroviário submerso do mundo foi aprovada pelo governo dinamarquês, estando prevista para começar em 2021, de acordo com o site ‘Engeneering News Record’.
As obras no local, de aproximadamente 18 quilómetros entre a Dinamarca e a Alemanha, vão começar em Janeiro, depois de terem sido adiadas durante um longo período de tempo devido à pandemia do novo coronavírus, bem como por questões legais sobre o financiamento do projecto no valor de 7,5 mil milhões de dólares.
Com todas as aprovações dinamarquesas em vigor para o projecto, cuja duração se prevê que seja de 8,5 anos, a ‘Femern Link Contractors’ (FLC), liderada pela ‘VINCI Construction Grands Projets’, vai começar a desenvolver uma instalação para produzir elementos do túnel, em conjunto com uma rampa e outras instalações.
A infraestrutura fará a ligação entre a Rødbyhavn, na ilha dinamarquesa de Lolland e a ilha alemã de Fehmarn, sendo construída sob o estreito do mar do Báltico, o Ferhmarnbelt. 18 quilómetros, quatro faixas para carros e duas para comboios, prevê-se que este seja o maior túnel com ambas as vertentes.
Será a Dinamarca a responsável pelo custo total do projecto, ainda que tenha a ajuda de alguns apoios europeus e dos lucros que a infraestrutura vai ter depois do seu funcionamento, sendo expectável que os empréstimos fiquem pagos na íntegra em 36 anos.
Enquanto os passageiros não podem usar o túnel têm de fazer a viagem de ferry, cuja duração é de 45 minutos.
O Ministério dos Transportes do estado de Schleswig-Holstein, na Alemanha, deu o aval para o projecto em Dezembro de 2018, mas a sua decisão foi contestada pelo Tribunal Administrativo Federal, cujas audiências finais estão marcadas para este outono, de acordo com a Femern A / S.
Embora a Femern A / S tenha autorizado as obras em Março de 2019, o contrato principal do túnel foi parcialmente adiado por questões relacionadas com as formas de financiamento da Dinamarca para o projecto.
A história da infraestrutura é ainda mais longa, visto que a Comissão Europeia aprovou o modelo de financiamento em Julho de 2015, mas as objecções das companhias de navegação feitas ao Tribunal Geral da UE revogaram parcialmente essa decisão em Dezembro de 2018. Após uma investigação, a Comissão Europeia aprovou em Março o financiamento.














