O presidente da Jerónimo Martins afirma que o grupo tem planeado investir na modernização, expansão e integração tecnológica, mas estará atento à evolução do contexto, em particular no primeiro semestre, e flexível para fazer ajustes.
Em 2025, “apesar da pressão exercida pelos desafios geopolíticos e pelas tensões comerciais na economia internacional em geral e nos mercados onde operamos em particular, as nossas Companhias demonstraram uma notável capacidade de adaptação, entregando um crescimento robusto das vendas, bons resultados e geração de caixa, e preservando o retorno ao capital investido”, diz Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado de resultados.
Agora, “o ano inicia-se com uma escalada da instabilidade geopolítica, cujos efeitos nos diferentes indicadores macroeconómicos, entre os quais o preço da energia e a inflação alimentar, são, neste momento, imprevisíveis”, prossegue o presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins.
Ao longo dos últimos anos, as empresas do grupo “têm sido capazes de ajustar os negócios às diferentes exigências do contexto e estamos confiantes que os nossos modelos e modos de operar, ao garantirem a sua relevância e atratividade para os consumidores, são resilientes perante uma conjuntura internacional crescentemente incerta”.
“Como Grupo estamos conscientes de que, num contexto cada vez mais complexo, vamos precisar de, a cada momento, rever o sentido de prontidão das equipas que têm muito claras as prioridades: crescer de forma sustentável e rentável, mantendo a liderança em preço e continuando a trabalhar com o propósito de garantir produtos alimentares de qualidade para os milhões de consumidores que nos visitam diariamente”, refere Pedro Soares dos Santos.
Para isso, “temos planeado continuar a investir na modernização, expansão e integração tecnológica das nossas cadeias de lojas e da infraestrutura logística que as suporta. Enquanto progredimos na execução dos nossos planos, manter-nos-emos especialmente atentos à evolução do contexto, em particular neste primeiro semestre de 2026, e flexíveis para efetuar os ajustes que possam vir a ser necessários”, remata.
O resultado líquido da Jerónimo Martins subiu 7,9% no ano passado, face a 2024, para 646 milhões de euros.















