O petróleo Brent ultrapassou hoje os 105 dólares por barril, o valor mais elevado desde maio, devido à escalada do conflito no Médio Oriente, que se está a alastrar com ataques dos houthis do Iémen.
Pelas 14:35 (hora de Lisboa) o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em novembro, subia 3,58%, para 104,83 dólares, depois de ter atingido 105,84 dólares, o valor mais elevado desde maio.
O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em outubro, avançava 3,66%, para 99,57 dólares, depois de ter atingido 100,88 dólares.
Os houthis do Iémen, combatentes antigovernamentais apoiados pelo Irão, assumiram hoje o controlo da cidade de Mokha, no Mar Vermelho, num avanço significativo na sua progressão em direção ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb.
Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho, ganhou importância para o comércio de petróleo desde o início da guerra no Médio Oriente, devido ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão, do outro lado da península.
Os houthis anunciaram, em julho, um bloqueio marítimo à Arábia Saudita e já atacaram navios na região.
A produção de petróleo da Arábia Saudita, que tinha recuperado em julho, diminuiu ligeiramente em agosto, segundo o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), hoje divulgado.
O dado evidencia as dificuldades enfrentadas pelo país para manter a produção em níveis elevados perante os ataques dos houthis às suas infraestruturas petrolíferas e aos seus navios no Mar Vermelho.
As hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão também se intensificaram desde 30 de agosto, aumentando o risco para as exportações de petróleo da região.
O secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirmou à Bloomberg que pouco menos de 11 milhões de barris por dia passavam pelo estreito de Ormuz.
No seu relatório mensal, divulgado na quarta-feira, a Agência de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) prevê que as reservas norte-americanas permaneçam em níveis baixos” e que “os preços dos combustíveis se mantenham elevados” nos próximos meses.













