Em entrevista à Executive Digest, Wojciech Benn, CFBO da DIA Portugal, explica como a empresa continua a liderar o segmento de franquia no retalho alimentar, fruto de uma aposta sólida neste segmento e no crescimento sustentado da sua rede de parceiros. No plano estratégico recentemente apresentado pelo Grupo DIA, a franquia continua a ser estratégica para as operações. Nesse sentido, foi desenvolvido um modelo de gestão de franquia que já tem, internamente, a sua implementação terminada, estando em curso um novo programa de captação de franqueados para manter a liderança da insígnia Minipreço neste segmento de franquia em Portugal.
Qual a estratégia que a DIA tem definida para a rede de franquia nos próximos cinco anos?
Depois de uma primeira fase em que trabalhámos sobre um novo modelo de loja colocando o foco na cadeia de abastecimento, na compra, no serviço à loja e no sortido, estamos a avançar para uma segunda fase que, obviamente, terá presente todas as lições que aprendemos com a COVID-19, principalmente em termos de consumer behaviour, e que serão colocadas em prática muito brevemente.
O plano estratégico que desenvolvemos baseia-se num determinado comportamento de compra, numa frequência e numa determinada cesta de compras, que hoje estão em questão, devido à COVID-19. A incerteza é muito grande e não sabemos quanto tempo vai demorar esta crise sanitária.
Não obstante, as prioridades continuam a ser as mesmas e a área da franquia continua a ser estratégica para as operações da DIA. Nesse sentido, desenvolvemos um novo modelo de gestão que já tem, internamente, a sua implementação terminada, estando em curso um novo programa de captação de franqueados para manter a liderança da insígnia Minipreço neste segmento de franquia em Portugal. A 31 de Dezembro de 2019, tínhamos 251 franquias em Portugal e estamos convictos que o novo modelo de gestão de franquia, juntamente com mais e melhor formação, maior envolvimento com a rede de franquia, com focus groups, convenções próprias e com o desenvolvimento digital da rede, até 2023, iremos crescer neste segmento, captando novos franqueados para a nossa rede.
A DIA está a atravessar um ciclo positivo de resultados financeiros. A que se deve esta tendência? Às mudanças introduzidas no modelo de negócio ou a pandemia de COVID- 19 está na base deste ciclo?
Os resultados financeiros do segundo trimestre demonstram o impacto positivo da resposta adoptada perante a situação da COVID-19 e da transformação do negócio que já estávamos a efectuar. Os clientes estão a responder à nossa atractiva oferta de proximidade e às nossas novas capacidades de venda online e os números positivos das vendas comparáveis (like-for-like) de Junho e Julho, após o confinamento, constituem um bom indicador desse progresso.
Controlámos os custos perante o aumento das exigências em todo o sector relativamente a medidas de protecção e dotação de pessoas, graças às decisões de eficiência adoptadas em 2019, ao mesmo tempo que os principais indicadores financeiros, como a melhoria do capital circulante e os fluxos de dinheiro positivos, evoluíram na direcção correcta.
No caso concreto de Portugal, depois de um período de transição, desde Dezembro de 2019 e no primeiro semestre de 2020, mesmo com os efeitos da pandemia de COVID-19, este foi um período de exigência máxima para todos nós, mas a nossa operação nunca foi posta em causa e a população portuguesa contou com lojas abertas, abastecidas e com todas as medidas de segurança exigidas para colaboradores e clientes.
O ano de 2020, com todas as vicissitudes que conhecemos, acabou por ser um teste à nossa oferta de proximidade e que permitiu consolidar a nossa posição de liderança neste segmento, validando a eficácia das mudanças que já estávamos a implementar no nosso parque de lojas. Estamos optimistas relativamente ao futuro e estamos mais preparados do que nunca para lidar com as incertezas que ainda irão pairar sobe o mercado nos próximos tempos.
A operação da venda online está pensada para as lojas franquia?
A nossa operação online já tinha sido testada em 2019, mas por razões estratégicas decidimos não avançar na altura. Contudo, tirámos muitas ilações desse período o que nos permitiu uma preparação mais adequada para um desafio desta envergadura. Esta operação era fundamental para a DIA Portugal e temos como objectivo crescer solidamente num canal com enorme potencial de venda e qualitativamente com uma oferta ampla e diversificada que satisfaça as necessidades de consumo do perfil dos nossos clientes. Queremos ser uma referência no retalho online nas geografias onde operamos, isto implica que o cliente reconheça a excelência do serviço. As lojas franquia farão parte do plano de expansão da plataforma online e todos os casos serão avaliados em função da área geográfica e das populações que servem.














