Greenvolt mais do que duplica receitas, atinge EBITDA recorde e regressa aos lucros em 2025

A Greenvolt registou um forte desempenho em 2025, mais do que duplicando as receitas e regressando aos lucros, num ano marcado pela aceleração da estratégia de rotação de ativos e pelo crescimento dos seus três segmentos de negócio.

André Manuel Mendes

A Greenvolt registou um forte desempenho em 2025, mais do que duplicando as receitas e regressando aos lucros, num ano marcado pela aceleração da estratégia de rotação de ativos e pelo crescimento dos seus três segmentos de negócio.

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As receitas consolidadas atingiram 777 milhões de euros, o que representa um aumento de 121% face ao ano anterior. Já o EBITDA alcançou um valor recorde de 207,8 milhões de euros, revertendo de forma expressiva o resultado negativo registado em 2024. O resultado líquido atribuível ao grupo fixou-se em 5,3 milhões de euros, uma melhoria superior a 120 milhões de euros em termos homólogos.

Este desempenho foi impulsionado sobretudo pelo segmento de utility-scale, que beneficiou da execução da estratégia de rotação de ativos, com a alienação de mais de 1 GW em mercados como Polónia, Espanha e Roménia.

O segmento utility-scale registou um crescimento significativo, com receitas a atingirem 441,3 milhões de euros — um aumento de 4,7 vezes face ao ano anterior. O EBITDA ascendeu a 174,5 milhões de euros, refletindo a recuperação face aos resultados negativos de 2024.

A Greenvolt conta atualmente com um pipeline de 12,8 GW, dos quais 5,1 GW já se encontram em fase ready-to-build ou foram vendidos, representando um aumento de 1,2 GW face ao ano anterior. A capacidade instalada em operação atingiu 698 MW, distribuída por oito geografias.

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No segmento de biomassa sustentável, o grupo assegurou uma produção de 941,2 GWh em 2025, em linha com o ano anterior, apesar de paragens não programadas em unidades no Reino Unido e em Portugal.

Em termos financeiros, este segmento apresentou rendimentos operacionais de 198,9 milhões de euros, um crescimento de 30,5%, enquanto o EBITDA aumentou 77,1%, para 50,2 milhões de euros, evidenciando a resiliência do portefólio.

A geração distribuída continuou a crescer de forma expressiva, com receitas de 171,3 milhões de euros (+54%). O backlog de projetos aumentou 66%, para 684 MWp, dos quais 380 MWp já se encontram em construção.

Apesar da expansão, o EBITDA deste segmento manteve-se negativo em 12,8 milhões de euros, refletindo a fase de investimento e consolidação em várias geografias. Ainda assim, a empresa antecipa um contributo positivo já no próximo ano, suportado por contratos de longo prazo (PPAs).

Ao longo de 2025, a Greenvolt investiu cerca de 800 milhões de euros, mantendo uma posição financeira robusta, com 204,5 milhões de euros em caixa e 68% da dívida a taxa fixa.

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Na mensagem que acompanha os resultados, o CEO João Manso Neto destacou a eficácia da estratégia de rotação de ativos, sublinhando que o desempenho de 2025 confirma a solidez do modelo de negócio do grupo, mesmo em contextos exigentes. ““O ano de 2025 traduziu-se num ano de estabilização e reforço da execução do Grupo em todos os seus três segmentos de negócio e, em particular, confirmou a eficácia da estratégia definida no que diz respeito aos objetivos de rotação de ativos. Após um 2024 desafiante, em que as condições de mercado limitaram a nossa capacidade de concretizar alienações de ativos, registámos uma melhoria muito expressiva no ritmo de execução”, sublinhou.

Para 2026, a empresa pretende intensificar a rotação de ativos, aumentar o pipeline ready-to-build para 6,3 GW e consolidar o crescimento da geração distribuída, mantendo o foco num crescimento sustentável nas geografias onde já opera.

O grupo não prevê entrar em novos mercados, apostando antes na maximização do potencial das cerca de 20 geografias onde está presente e na diversificação tecnológica — que inclui biomassa, solar com armazenamento e energia eólica — como forma de mitigar a volatilidade e assegurar retornos de longo prazo.

“Em 2026 estimamos intensificar os vários processos de rotação de ativos, aumentar o pipeline Ready to Build até 6.3 GW, continuar a melhorar o desempenho da Biomassa e consolidar e expandir o segmento de Geração Distribuída”, afirmou João Manso Neto.

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