O Goldman Sachs baixou o preço-alvo da EDP, antevendo um fraco crescimento até 2028 prejudicado pelo desacelerar do preço dos bens energéticos. No entanto, mantém a recomendação de “comprar”.
“Acreditamos que as ações da EDP podem parar para respirar, por três razões principais: (1) vemos um risco de queda de cerca de 10% para o consenso da Bloomberg EPS para 2026-27, e as nossas novas estimativas implicam quase nenhum crescimento final até 2028; (2) a queda nos preços da energia implica fluxos de caixa mais baixos e, como resultado, maior alavancagem: a EDP poderá ter de recalibrar os investimentos – isto poderá diluir os lucros a médio prazo; e (3) nas nossas estimativas para 2026, a EDP negoceia com c.14x P/E, um prémio para o sector (c.12,5x) e pares diretos (c.9x-13x)”, esclarece o Goldman Sachs.
Embora o grupo financeiro espere lucros sólidos em 2024, graças a uma boa produção hídrica e margens de fornecimento em expansão, acreditam que o declínio acentuado nos preços da energia e uma redução nos investimentos orgânicos implicam mais pressão sobre os lucros a médio prazo.
Assim, as estimativas do Goldman Sachs para 2026 situam-se nos 1,2 mil milhões de euros lucro líquido, incluindo ganhos de cerca de 200 milhões ao nível da EDP Renováveis. Estas estimativas estão cerca de 10% abaixo do consenso da Bloomberg e cerca de 15%-20% abaixo do consenso da empresa, que tem uma orientação para esse ano entre os 1,4 e 1,5 mil milhões de euros de lucro líquido.















