ExxonMobil quer avançar este ano com decisão de investimento em Moçambique

A ExxonMobil manifestou hoje a intenção de avançar ainda este ano para a decisão final de investimento (FID) do projeto de gás natural liquefeito (GNL) Rovuma LNG, em Moçambique, segundo informação divulgada pela Presidência da República moçambicana.

Executive Digest com Lusa

A ExxonMobil manifestou hoje a intenção de avançar ainda este ano para a decisão final de investimento (FID) do projeto de gás natural liquefeito (GNL) Rovuma LNG, em Moçambique, segundo informação divulgada pela Presidência da República moçambicana.

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Em comunicado, a Presidência revela que a intenção de avançar para a FID ainda este ano foi reiterada durante um encontro realizado hoje em Maputo entre o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, e o presidente da ExxonMobil para Upstream, Dan Ammann.

O encontro acontece numa fase considerada decisiva para o desenvolvimento do megaprojeto de gás da Área 4 da bacia do Rovuma, poucos dias depois de a multinacional norte-americana anunciar a escolha do consórcio responsável pelas principais obras em terra, um dos últimos passos antes da aprovação final do investimento.

No final da audiência, a presidente da ExxonMobil Moçambique, Johanna Boothey, citada no documento, descreveu a reunião como “muito produtiva”, afirmando que houve “muita discussão sobre como vamos avançar com o projeto do Rovuma para termos uma Decisão Final de Investimento este ano”.

A responsável acrescentou que foram igualmente abordados os potenciais benefícios económicos e sociais do empreendimento, incluindo oportunidades de emprego, projetos sociais e o aumento das receitas do Estado moçambicano.

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O Rovuma LNG prevê a produção, liquefação e exportação de gás natural a partir das reservas da Área 4 ‘offshore’ da bacia do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, cabendo à ExxonMobil a operação das futuras instalações em terra. A decisão final de investimento é considerada o principal marco pendente para o arranque da fase de desenvolvimento do projeto.

O desenvolvimento em terra do projeto prevê a construção de 12 módulos de liquefação, com capacidade total de produção de 18,6 milhões de toneladas de GNL por ano, estando o arranque operacional projetado para 2031.

O projeto Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, enquanto operadora delegada da Área 4, em parceria com a ENH, CNPC, ENI, KOGAS e XRG.

Em julho, Daniel Chapo já tinha afirmado em declarações à Lusa esperar que a FID fosse aprovada até setembro, descrevendo o Rovuma LNG como “o maior projeto de investimento privado do continente africano”, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares.

Na semana passada, a ExxonMobil anunciou a seleção do consórcio SMDC, liderado pelas empresas Saipem, McDermott Energy Solutions, Daewoo Engineering & Construction e China Petroleum Engineering & Construction Corporation, para executar os serviços de engenharia, aquisições e construção da primeira fase do projeto.

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