A terra não para de tremer na Colômbia: quase 100 réplicas desde o sismo que já matou 250 pessoas

Seis desses novos sismos ultrapassaram magnitude 3.0 e pelo menos um teve magnitude superior a 4.0

Francisco Laranjeira

A terra continua a tremer na Colômbia. Depois do devastador sismo de magnitude 7.4 que atingiu o país na segunda-feira, foram registadas quase 100 réplicas, enquanto as equipas de emergência continuam a procurar sobreviventes entre os escombros.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Até às 11h30 desta terça-feira, hora local, o Serviço Geológico Colombiano tinha contabilizado 99 réplicas, segundo noticia o ’20 Minutos’, citando informações da imprensa colombiana.

Seis desses novos sismos ultrapassaram magnitude 3.0 e pelo menos um teve magnitude superior a 4.0.

Entre os abalos registados encontra-se uma réplica de magnitude 3.8 nas proximidades de San José del Palmar, a zona onde se localizou o epicentro do sismo principal.

250 mortos e mais de 900 feridos

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Entretanto, o balanço da catástrofe continua a agravar-se.

As autoridades elevaram para 250 o número de mortos e contabilizam já mais de 900 feridos. Centenas de pessoas permanecem desaparecidas.

As operações de busca e salvamento prosseguem contra o tempo em várias das cidades atingidas, entre as quais Cali, Pereira, Quibdó, Manizales e Armenia.

Equipas de emergência procuram sinais de vida entre edifícios destruídos, numa altura em que as sucessivas réplicas acrescentam um novo risco às operações.

O sismo principal ocorreu às 07h34 desta segunda-feira, hora local, e atingiu magnitude 7.4. O epicentro situou-se perto de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 103 quilómetros.

Continue a ler após a publicidade

O sismo mais forte do século na Colômbia

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, trata-se do sismo mais forte registado no país durante o século XXI.

O abalo foi sentido numa área muito extensa. Além de Cali, Bogotá e Medellín, foi sentido em Popayán e nas cidades da região cafeeira de Manizales, Armenia e Pereira, bem como nos departamentos de Tolima, Huila e Valle del Cauca.

Os efeitos ultrapassaram mesmo as fronteiras colombianas: o tremor foi sentido no Panamá, na Venezuela e em várias regiões do Equador.

A dimensão geográfica do fenómeno levou especialistas a classificarem o sismo como particularmente complexo, tendo a energia sísmica sido sentida a centenas de quilómetros do epicentro.

Continue a ler após a publicidade

Aeroportos começam a recuperar

O terramoto provocou também perturbações importantes nas infraestruturas de transportes.

Segundo o Ministério dos Transportes da Colômbia, os aeroportos de Cali, Quibdó e Armenia já retomaram as operações normais.

A situação permanece diferente em Pereira, Buenaventura, Cartago e Manizales, onde os aeroportos estão abertos apenas a voos humanitários e operações do Estado.

A prioridade continua a ser fazer chegar equipas de emergência, equipamentos e ajuda às zonas mais afetadas.

Centenas continuam desaparecidos

Continue a ler após a publicidade

Além das vítimas mortais e dos feridos já contabilizados, permanece por determinar o número exato de pessoas desaparecidas.

Entre elas encontram-se cidadãos estrangeiros. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, afirmou na terça-feira que as autoridades espanholas tinham identificado 164 cidadãos do país cujo paradeiro ainda não tinha sido confirmado após o sismo.

Com centenas de desaparecidos e operações de salvamento ainda em curso, o balanço permanece provisório.

E, enquanto as equipas procuram sobreviventes, o subsolo continua a recordar que a crise ainda não terminou: em pouco mais de um dia, a Colômbia já registou 99 réplicas do sismo mais forte que atingiu o país neste século.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.