Uma equipa internacional coordenada por Weng Kung Peng, investigador do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) de Braga, está a avaliar a possibilidade de medir o stress de uma gota de sangue. O objectivo será tratar a diabetes a partir da informação obtida sobre os glóbulos vermelhos.
É que além de indicar os níveis de glicose, uma gota de sangue pode ser suficiente para medir o stress oxidativo dos glóbulos vermelhos, indicador que poderá ser útil para acompanhar e controlar a doença de diabetes.
«Demonstrámos as utilidades clínicas desta técnica para estratificar rapidamente os indivíduos diabéticos com base no seu estado oxidativo em conjunto com o nível glicémico tradicional para melhorar a estratificação do paciente e, assim, o resultado geral dos cuidados e gestão clínica da diabetes», explicam os autores do artigo publicado na revista NPJ sobre o estudo. Segundo o jornal Público, o projecto foi desenvolvido pelo INL em colaboração com investigadores de Singapura e do norte-americano MIT.
Em traços gerais, os cientistas recorrem a um micro scanner com tecnologia de ressonância magnética nuclear para avaliar rapidamente o estado oxidativo dos glóbulos vermelhos. Considerando que o stress oxidativo é capaz de alterar «o movimento molecular subtil do protão de água no sangue».
O objectivo será alargar esta tecnologia a outras doenças, como a malária ou formas mais agressivas de cancro, como o glioblastoma. Para já, permite media o grau de inflamação no sangue, importante para classificar os doentes com diabetes e oferecer melhores diagnósticos.



