Nas planícies sobrenaturais da Zona Clarion-Clipperton, cerca de 15 mil pés abaixo da superfície do Oceano Pacífico, os depósitos de metais de terras raras cresceram sem perturbações a uma taxa de cerca de um terço de polegada a cada milhão de anos. Agora, são o principal alvo da indústria de mineração que já está a redefinir “um ataque” ao fundo do mar.
Mas chegar a tal ‘fortuna’ é o grande problema que urge ser resolvido e é aqui entram os drones subaquáticos. Pairando a poucos metros do fundo do mar, as máquinas podem registar detalhes sem precedentes de uma superfície menos mapeada que Marte.
“Se deseja informações de alta resolução, tem de colocar o sensor perto do que está a ver. Um AUV [veículo subaquático automatizado] é a melhor e a mais precisa maneira de fazer isso”, disse Richard Mills, vice-presidente de vendas de robótica marítima da Kongsberg Maritime, ao ‘CNBC’.
As criações desta empresa podem retransmitir imagens com uma resolução de 2x2cm, muito superiores ao que é possível obter com o sonar de um navio na superfície.
Assim, os especialistas consideram que o futuro mais emocionante para a tecnologia dos drones pode não estar no céu, entregando pacotes para as grandes retalhistas mundiais, mas sim no universo subaquático, ajudando a descobrir vastas riquezas.
O uso de veículos automáticos subaquáticos está a revelar-se crítico nas áreas de exploração e mapeamento do fundo do mar. Empresas privadas estão a desenvolver veículos com melhores sensores e mais recursos, enquanto a União Europeia e os programas universitários de todo o mundo estão a financiar projetos semelhantes.
No futuro, quando a mineração em grande escala do fundo do mar for retomada, vales profundos como a Zona Clarion-Clipperton provavelmente serão o local de veículos rastreados a varrer o fundo do oceano, fornecendo dados em tempo real às tripulações na superfície.
O fundo do oceano, onde a luz mal chega e a temperatura quase nos congelaria, possui potencialmente as maiores reservas inexploradas de metais de terras raras. Até agora, a Autoridade Internacional do Fundo Marinho independente concedeu dezenas de contratos para as empresas começarem a explorar.
O valor do ouro sozinho no fundo do mar é estimado em 150 mil milhões de dólares. Enquanto isso, o valor dos nódulos – contendo manganês, níquel, cobre e cobalto – também chega aos biliões. Existem depósitos formados ao redor das fontes de ventilação térmicas.
Com a procura contínua por metais raros usados na eletrónica de hoje, desde iPhones a componentes de energia solar, explica porque já começou a corrida ao fundo do oceano para muitos governos e países.














