Davos: ‘Fórum das elites’ começa hoje de forma virtual. O que é? Para que serve? Quais os temas este ano?

A organização do Fórum Económico Mundial este ano realiza-se de forma virtual, devido à pandemia, mas espera na mesma a participação de líderes mundiais. O evento anual, que arranca esta segunda-feira, será realizado por videoconferência uma vez que não é possível uma edição presencial em Davos, na Suíça.

O que é?

Davos é um resort situado na Suíça, onde se realiza todos os anos o encontro do Fórum Económico Mundial. Este Fórum é uma organização não governamental, que engloba cerca de mil das maiores empresas a nível mundial, reunindo milhares de líderes empresariais e políticos.

Foi fundado em 1971 pelo economista alemão Klaus Schwab, na época denominava-se Fórum Europeu de Gestão e servia para ajudar a melhorar a gestão corporativa das empresas europeias.

Em 1987, expandiu-se para uma plataforma de diálogo, adotando então o seu nome atual e em 2015 acabou por ser reconhecida como uma instituição internacional.

Qual o papel do fórum?

Normalmente, eram debatidas questões económicas pelos participantes, nas últimas três décadas o fórum acabou por ampliar a sua abordagem para outros assuntos mais globais. Nos últimos anos, líderes da China, Índia e Brasil também participaram no evento.

Todos os anos o tema muda. No ano passado, por exemplo, foi a vez do desenvolvimento sustentável tomar conta do fórum, seguindo o lema “Todos juntos em prol de um mundo mais coeso e sustentável”.

O evento tem funcionado como uma plataforma de conversas e negociações internacionais. Em 1988, Grécia e Turquia assinaram uma declaração para impedir que os países embarcassem para a guerra. Em 1992, Nelson Mandela conheceu o então presidente sul-africano Frederik de Klerk, na sua primeira aparição fora de África do Sul.

Quais os temas da edição deste ano?

Para o fundador do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab, o objetivo desta reunião é restaurar a confiança e envolver todas as partes interessadas, como empresários, governos e sociedade civil. Assim, o grande lema de 2021 é um “ano crucial para reconstruir confiança”. E ainda ajudar a construir “uma era pós-covid-19 mais pacífica e próspera”.

O evento vai decorrer ao longo desta semana, de 25 a 29 de janeiro, com temas diários em matérias como sistemas económicos, crescimento sustentável, cooperação e o aproveitamento das tecnologias na quarta revolução industrial – um tema comum na agenda de Davos.

Já o presidente do Fórum, Borge Brende, destacou que o presidente da China, Xi Jinping e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que também é esperado no evento, vão ainda juntar-se ao primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, e ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Estes líderes vão debruçar-se no papel que a Ásia tem na recuperação económica.

Há ainda outras figuras mundiais esperadas, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o presidente da Colômbia, Ivan Duque.

O evento, que se realiza anualmente em Davos, atrai normalmente milhares de participantes da ‘elite’ para a neve dos Alpes, com o objetivo de discutir formas de construir um futuro melhor. Este ano, deverá atrair virtualmente cerca de 1200 líderes de 60 países, segundo o Fórum Económico Mundial.

[com Lusa]

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