Covid-19: Pfizer vende menos vacinas e anuncia que lucros vão cair

A Pfizer reduziu as suas estimativas de lucros e receitas para o ano fiscal. A gigante farmacêutica afirmou que se tem registado uma redução na procura de vacinas e de outros produtos de combate à Covid-19.

André Manuel Mendes

A Pfizer reduziu as suas estimativas de lucros e receitas para o ano fiscal. A gigante farmacêutica afirmou que se tem registado uma redução na procura de vacinas e de outros produtos de combate à Covid-19.

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A empresa anunciou assim novos números, esperando agora que as vendas se situem entre os 55 e os 58 mil milhões de euros, valores que estão abaixo das primeiras estimativas, onde esperavam, vendas entre os 63 e os 66 mil milhões de euros.

A empresa agora “prevê que as receitas para o ano inteiro de 2023 fiquem na faixa de 58 a 61 mil milhões de dólares, contra a sua faixa anterior de 67 a 70 mil milhões de dólares”, anunciou a Pfizer em comunicado.

O lucro por ação – a referência para os mercados – deve ficar entre 1,45 dólares (1,37 euros) e 1,65 dólares (1,56 euros), em comparação com 3,25 dólares (3,09 euros) a 3,45 dólares (3,28 euros) previstos anteriormente.

O corte na orientação da Pfizer foi “unicamente devido aos seus produtos COVID”, disse a empresa. A farmacêutica revela que os resultados são impactados por uma menor adesão das pessoas à toma de vacinas de mRNA.

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A empresa também reduziu as suas previsões para o Paxlovid, um medicamento antiviral que tem como objetivo o tratamento da Covid-19, em cerca de 6,65 mil milhões de euros.

“As receitas do ano inteiro de 2023 para Paxlovid e Comirnaty deverão ser de aproximadamente 12,5 mil milhões de dólares [11,8 mil milhões de euros], um declínio de 9 mil milhões de dólares [6,65 mil milhões de euros] em relação às expectativas originais”, acrescentou.

“O portefólio de produtos não-COVID da Pfizer permanece forte e continuamos a esperar que esses produtos alcancem um crescimento de receita operacional ano após ano na faixa de 6% a 8% em 2023”, acrescentaram.

Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, sublinha que continuarão a esperar que as “receitas relacionadas com a Covid-19 contribuam para os nossos negócios em períodos futuros, ajudando-nos a investir ainda mais em atividades que impulsionem o potencial de crescimento a longo prazo da Pfizer.”

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