Novas evidências oriundas do estudo da atual situação vivida pela Europa e pelo EUA sugerem que os adultos mais jovens não são tão impermeáveis ao novo coronavírus que circula em todo o mundo, como se pensava inicialmente”, avança a Bloomberg.
Apesar das informações iniciais da China, que mostravam que idosos e adultos com outras condições de saúde agravads eram mais vulneráveis, os jovens na casa dos 20 anos (podendo estender-se até aos 40 anos) estão a ficar gravemente doentes. Muitos requerem cuidados intensivos, de acordo com relatórios partilhados pela Itália e por França. O risco é particularmente grave para aqueles com doenças que ainda não foram diagnosticadas.
“Na geração Millenial, a nossa maior geração e aquela que nos levará pelas próximas décadas, pode haver um número desproporcional de infecções”, afirma Deborah Birx, coordenadora de resposta a coronavírus da Casa Branca, em entrevista concedida esta quarta-feira, e citando os referidos relatórios.
Importa reter que em Itália, o país mais atingido da Europa, quase um quarto dos quase 28 mil pacientes com coronavírus tem entre 19 e 50 anos, segundo o site de dados Statista.
Tendências semelhantes foram observadas nos EUA, com quase 2.500 dos primeiros casos de coronavírus, dos quais 705 tinham entre 20 e 44 anos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Entre 15% e 20% acabaram no hospital, incluindo 4% que precisavam de terapia intensiva.
No entanto, importa também ressalvar que embora existissem apenas 144 pacientes com mais de 85 anos, 70% foram hospitalizados e 29% precisaram de tratamento intensivo, de acordo com o relatório do CDC. Um em cada quatro morreu, informou a agência no Relatório Semanal de Mortalidade.
Nota ainda para as evidências emergentes que sugerem que bebés e crianças pequenas também podem estar em risco de complicações graves. Num estudo com mais de 2 mil crianças pequenas com Covid-19 na China, publicado esta semana, os médicos chineses descobriram que cerca de 11% dos casos em bebés foram considerados graves ou críticos, assim como 7% daqueles em crianças e adolescentes. pré-escolares. Embora ainda tenha uma taxa mais baixa de doença grave do que os adultos, ela não é insignificante.







