O secretário de estado da saúde, António Sales, refere na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira que desde o dia 1 de Março foram realizados mais de 470 mil testes em Portugal, existem actualmente cerca de 73 laboratórios a processar amostras: 33 do SNS (Serviço Nacional de Saúde) e 19 nos privados, entre outros.
O stock disponível de testes ultrapassa a barreira de um milhão, tendo sido distribuídos mais de 340 mil testes, a maioria na região norte, com uma reserva de 915 mil kits de extracção.
Das estruturas residenciais para idosos, cerca de 14% têm casos de infecção do novo coronavírus, segundo o responsável, o que equivale a 351 lares. Para além disso já foram transferidos 3200 doentes dos hospitais do SNS, para as unidades de cuidados continuados integrados, desde o dia 9 de Março. No mesmo período foram encontradas mais de 290 respostas sociais para libertar camas hospitalares.
«Temos a consciência de que este é um trabalho contínuo que não pode abrandar em função das estações do ano, ou dos dias com mais ou menos sol», afirma António Sales.
Relativamente ao futebol, a situação «está a evoluir, mas ainda não está nada definido. A reunião (de ontem) correu muito bem», afirma o responsável sublinhando que «é importante a retoma da actividade, sem que isso quebre qualquer tipo de regra de segurança. Tem de haver um trabalho constante de adequação, para que em breve o futebol seja retomado».
Na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que indica que a realização de testes retrospectivos está «a ser ponderada». Quanto às pessoas que recuperaram e mantém testes positivos, a responsável refere que não significa que continuam infecciosas, apenas que existem partículas do vírus que podem permanecer no trato respiratório superior.
Graça Freitas revela que não existe nenhuma alteração do padrão da mortalidade, para todas as causas. «Estamos a codificar já este ano as causas de morte em geral, para podermos ver que tipo de causa ocorreu este ano», refere.
Em relação à realização de testes por grupos específicos, há uma política de testagem em lares, estabelecimentos prisionais e creches, «estando a ser analisadas outras entidades que mereçam essa atenção», segundo a responsável.
A directora geral da saúde garante que os doentes positivos «serão acompanhados até que o clínico responsável considere necessário».
A região de Lisboa e Vale do Tejo registou mais 400 casos de infecção ontem e hoje mais 294, segundo Graça Freitas que indica que estão a procurar explicações para esse facto, «sabendo que em Lisboa se têm feito rastreios em massa». O ‘R’ da região «é ligeiramente superior ao do resto do país», afirma a responsável.
Portugal regista actualmente 26.715 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, uma subida de 533 face ao dia anterior e ainda cerca de 1.105 vítimas mortais, mais 16 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado há instantes pela DGS.














