O primeiro-ministro, António Costa, rejeitou que a solução para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras passe por uma fusão de polícias, recusando alongar-se mais sobre o assunto em função da presença de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, esta tarde numa audição no Parlamento.
“Não quero alimentar especulações”, sublinhou. “Sobre a reforma do sistema policial, esse é um trabalho que será executado. Não estão neste momento decisões finais tomadas, há uma orientação geral definida e não passa seguramente por fusões de polícias”, disse.
“Essa reforma tem vindo a ser preparada e vai ser executada nos termos em que está prevista no Programa do Governo”, disse.
Costa reafirmou que, “nas próximas semanas, haverá um desenvolvimento daquilo que está inscrito no Programa do Governo, que prevê uma separação muito clara entre funções policiais, de policiamento de fronteiras, e a dimensão administrativa de relacionamento com os estrangeiros residentes em Portugal e deve haver uma clara separação”, acentuou.
Falando aos jornalistas, em declarações transmitidas pela RTP 3, mais a propósito do Plano de Recuperação, Costa recordou que este “cobre despesas desde fevereiro”, admitiu que “pode executar-se já despesa financiada” pelas verbas oriundas da Europa, embora até aqui o Governo tenha sido cauteloso porque não existia ainda certeza quanto à aprovação dos fundos europeus. Agora que isso se tornou realidade, o primeiro-ministro referiu que está a proceder-se a uma “negociação mais fina, embora o essencial esteja definido, inspirado e ancorado na estratégia de longo prazo definida por António Costa e Silva”. Este é, portanto, no dizer de António Costa, o tempo de “os diferentes agentes económicos se concentrarem” nas candidaturas a verbas.














