Confiança das empresas moçambicanas soma sétimo trimestre consecutivo de queda

O Indicador de Clima Económico (ICE) das empresas moçambicanas registou novo abrandamento no primeiro trimestre de 2026, o sétimo consecutivo, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Executive Digest com Lusa

O Indicador de Clima Económico (ICE) das empresas moçambicanas registou novo abrandamento no primeiro trimestre de 2026, o sétimo consecutivo, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


O indicador trimestral do ICE, que avalia a confiança das empresas, aponta “um abrandamento pelo sétimo trimestre consecutivo”, de janeiro a março, desaceleração que refere ter sido “influenciada pela estagnação da perspetiva de emprego e da perspetiva da procura”.


Este indicador atingiu no terceiro trimestre do ano passado 89,8 pontos, contra 90,3 pontos no trimestre anterior, aproximando-se do mínimo histórico de 81,5 pontos no terceiro trimestre de 2020. No quarto trimestre de 2025 desceu novamente, para 88,7, e agora, nos primeiros três meses de 2026, para 87,8.


O documento acrescenta que, em termos setoriais, essa “avaliação desfavorável” do clima económico deveu-se, desde logo, “à queda de confiança no setor industrial, contrariando a expectativa do trimestre anterior e a redução no setor do comércio”, que “mantém a tendência decrescente do trimestre anterior, apesar da ligeira apreciação registada nos serviços”.


Por outro lado, reconhece que o “indicador de expectativa da procura regista melhorias progressivas” iniciadas no terceiro trimestre de 2025, apesar de continuar abaixo da média da série cronológica.

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Já a expectativa de emprego, incluída no mesmo indicador, “estabilizou-se nos últimos três trimestres, após registar uma diminuição substancial nos dois primeiros trimestres de 2025, tendo o respetivo saldo se situado abaixo da média”.


“Essa situação favorável do emprego futuro foi influenciada pela avaliação positiva do indicador nos setores de comércio e de serviços, apesar da baixa significativa registada na produção industrial, se comparado com o trimestre anterior”, justifica ainda o INE.


O indicador de perspetivas de preços de bens e serviços constante do ICE também “registou melhorias”, inclusive “contrariando a tendência desfavorável” que se verificava desde o quarto trimestre de 2024, tendo o seu saldo igualado a média da respetiva série.

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Já os constrangimentos nas empresas cresceram no primeiro trimestre de 2026, com, em média, 46,3% das inquiridas a reconhecer ter enfrentado “algum obstáculo, o que representa um aumento de 5,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior”, sobretudo na área da produção industrial, serviços e comércio.


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