Os sindicatos da banca afetos à UGT acusaram hoje o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) de “ganância e desprezo” ao fecharem as negociações numa proposta de aumento de 2%.
“Na sessão de 11 de setembro, data do reinício da discussão após o período estival, o grupo negociador das Instituições de Crédito (GNIC) sentou-se à mesa com os sindicatos da UGT para anunciar o término das negociações”, refere um comunicado conjunto de Mais Sindicato, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) e Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN).
No documento, os três sindicatos apontam que as instituições de crédito, “com a arrogância cada vez mais habitual na sua relação com os trabalhadores”, limitaram-se a informar as estruturas sindicais de que não iriam alterar a proposta de 2% para os aumentos salariais este ano.
A proposta de 2%, que já tinha sido apresentada há vários meses, seguiu-se à proposta inicial de 1,5%, logo na abertura das mesas negociais, há cerca de um ano.
Mais, SBN e SBC acusam os bancos de adotarem uma postura “de total falta de consideração e respeito pelos bancários ativos e reformados” ao proporem “míseros trocos” de aumento salarial.
Para os três sindicatos, a proposta de 2% de aumento representa “uma nova perda de poder de compra para os trabalhadores ativos e para reformados”, agravando as dificuldades que enfrentam devido ao aumento do custo de vida.
Os três sindicatos disseram ainda que as suas direções vão reunir com urgência “para deliberar as medidas a tomar em face deste comportamento inaceitável da banca”.
Mais, SBN e SBC dizem ainda que a “ganância e desprezo” da banca atingem um nível máximo ao dizerem que não podem ir além do valor proposto, “apesar dos resultados historicamente elevados” e lucros “de muitos milhões de euros”.













