A capital de Espanha, Madrid, tem as mortes mais prematuras ligadas à poluição por dióxido de azoto na Europa (206), enquanto a cidade italiana de Brescia ocupa a pior posição em termos de mortes relacionadas com partículas finas (232), de acordo com um novo estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health.
Cerca de 84% dos cidadãos europeus estão expostos a níveis de poluição acima das diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o relatório, o primeiro a avaliar a mortalidade prematura devida à poluição do ar na cidade, na Europa. O cumprimento das diretrizes da OMS poderia evitar cerca de 52.000 mortes por ano.
A chamada carga de mortalidade devida à poluição por dióxido de azoto, ligada às emissões, é mais grave nas cidades altamente povoadas do sul e oeste da Europa. O dióxido de azoto está principalmente ligado às emissões de tráfego azoto, sendo que os modelos diesel mais antigos poluem mais do que a gasolina.
Já as partículas finas, também conhecidas como “PM2,5”, têm origem no tráfego automóvel, a queima de combustíveis e atividades industriais. A queima de biomassa e combustíveis fósseis para as indústrias e transporte rodoviário, aéreo e marítimo cria partículas microscópicas que conseguem chegar a quase todos os órgãos do organismo.
Vários estudos mostram que a poluição do ar aumenta o risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVC), asma, pneumonia e cancro do pulmão. Os investigadores têm também associado taxas mais elevadas de morte por covid-19 à exposição a partículas finas.
Ainda segundo os dados disponibilizados, das 14 cidades portuguesas, a que tem pior classificação em termos de poluição atmosférica é o Porto, na posição 263 (quanto mais perto do topo da lista é a posição maior é a poluição). Segue-se Setúbal (posição 363) e depois Lisboa (posição 514). Já as cidades portuguesas mais bem classificadas são Sintra (680) e Viseu (801).
Na área metropolitana do Porto, de acordo com o relatório, podiam ser evitadas 228 mortes devido à inalação de partículas finas e uma morte tendo como causa o dióxido de azoto. Na área metropolitana de Lisboa seriam evitadas 287 mortes devido às partículas finas e duas mortes ligadas ao dióxido de azoto.














