Administração Trump abre floresta intocada do Alasca à exploração madeireira

O governo Trump finalizou, esta quarta-feira um plano que visa para abrir à extração de madeira vastas áreas da maior floresta nacional do país.

Sónia Bexiga

O governo Trump finalizou, esta quarta-feira um plano que visa para abrir à extração de madeira vastas áreas da maior floresta nacional do país, Tongass, no Alasca.

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A mudança, segundo avança a ‘Reuters’, suspende as restrições de longa data à colheita de árvores na floresta do sudeste do Alasca e está de acordo com a agenda do presidente Donald Trump de reverter as regulamentações ambientais que o próprio considera serem obstáculos para a indústria.

Esta decisão significa uma vitória para as autoridades do Alasca que apoiam, e pediram, esta mudança, defendendo que uma regra da era Clinton que proibia a extração de madeira, estradas e mineração em florestas não desenvolvidas custou muitos empregos no Alasca.

Na perspetiva dos grupos ambientalistas, a conservação da floresta é crítica para mitigar os efeitos das mudanças climáticas porque as florestas antigas absorvem e armazenam carbono.

“A extração de madeira em Tongass é um salto inescrupuloso na direção errada”, disse a diretora executiva do Center for Western Priorities, Jennifer Rokala, em comunicado.

 

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que supervisiona o Serviço Florestal, também se pronunciou e, em comunicado, garantiu que isentaria os Tongass da “Regra do Roadless de 2001”. Esta regra aplica-se a 55% da área de Tongass, a maior floresta tropical temperada intacta do mundo. A capital do Alasca, Juneau, está localizada em Tongass.

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