Acessos ao centro histórico de Sintra com trânsito condicionado a partir de quinta-feira

A Câmara de Sintra vai condicionar a partir de quinta-feira os acessos ao centro histórico da vila, limitando o trânsito automóvel particular e determinando o estacionamento dos autocarros turísticos nos parques periféricos do Lourel e Ramalhão.

Executive Digest com Lusa

A Câmara de Sintra vai condicionar a partir de quinta-feira os acessos ao centro histórico da vila, limitando o trânsito automóvel particular e determinando o estacionamento dos autocarros turísticos nos parques periféricos do Lourel e Ramalhão.

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Segundo a autarquia, esta medida temporária de “mobilidade experimental com o objetivo de melhorar o acesso, a segurança de quem vive e trabalha e a experiência de visita a vila de Sintra” decorre até 06 de abril, após o período da Páscoa.

“A operação ‘Viver e Visitar a Vila de Sintra’ inclui o reforço da sinalização e a instalação de pontos de controlo operacional em locais estratégicos, assegurando orientação, fiscalização e monitorização contínua”, refere-se numa nota enviada à Lusa.

As alterações temporárias de trânsito abrangem as zonas do Ramalhão, São Pedro de Penaferrim e Portela de Sintra e, para facilitar o acesso ao centro histórico, a autarquia recomenda “a utilização dos parques periféricos, como o estacionamento do Lourel, que garantem ligações rápidas ao centro através do uso do transporte público”.

Os autocarros turísticos terão um circuito entre o Arco do Ramalhão e o centro histórico, onde apenas podem largar e recolher turistas, tendo que estacionar num terreno no Ramalhão, antes do quartel dos bombeiros de São Pedro.

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Esse terreno já está destinado pela câmara para os autocarros, mas foi deixando de ser utilizado pelos operadores turísticos.

A circulação automóvel também vai ser interditada junto ao hotel da Gandarinha, no sentido da fonte da Sabuga, com exceção para viaturas particulares autorizadas, de residentes e hóspedes de unidades turísticas.

O percurso do autocarro 434, que liga os parques de estacionamento periféricos aos monumentos e centro da vila, passa a ter partida e chegada no Lourel, junto das antigas oficinas municipais e do Cemitério de São Marçal, passando pelo interface da estação da CP da Portela, estação ferroviária de Sintra (Estefânea) e parque da Pena.

O parque do Lourel, com 543 lugares gratuitos, foi criado após a demolição do antigo complexo oficinal da autarquia, em junho de 2025, e, apesar dos lugares estarem há muito marcados e com vedação, não abriu no anterior mandato por faltar construir casas de banho e instalar iluminação e câmaras de vigilância.

Além do Lourel, no parque (norte) da estação da CP da Portela existem 450 lugares gratuitos, o interface ferroviário dispõe de 258 lugares pagos (12 horas de estacionamento por 1,75 euros) e junto ao edifício municipal do Urbanismo situam-se mais 350 lugares gratuitos.

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O estacionamento à superfície em zona aberta totaliza 1.363 lugares tarifados na vila e zona envolvente (inclui parques), enquanto o estacionamento gratuito na zona envolvente à vila de Sintra somam 1.343 lugares gratuitos.

“Foram vários os alertas que a Câmara de Sintra recebeu de residentes, de quem trabalha e visita a vila. Estes alertas dão conta de situações que tínhamos de alterar, não podíamos continuar a adiar”, afirmou, numa declaração enviada à Lusa, o presidente da autarquia, Marco Almeida (PSD).

O município, salientou, conta com todos os visitantes “para a utilização dos parques periféricos”.

“Os autocarros turísticos devem aceder à vila de Sintra apenas para largar e recolher passageiros. Esta operação só é possível devido ao envolvimento da GNR, Polícia Municipal, Proteção Civil, bombeiros, EMES [Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra], Fundação CulturSintra e Parques de Sintra”, apontou Marco Almeida.

“Queremos que a vila de Sintra volte a ser um postal ilustrado do nosso país dignificando o selo de qualidade atribuído pela UNESCO”, acrescentou.

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As alterações começaram a ser preparadas no início do ano e, segundo a autarquia, a operação “vai ser difundida em três línguas: português, inglês e espanhol”.

No centro histórico, “vai haver um posto de comando móvel da GNR e Proteção Civil” e a Polícia Municipal “vai estar ao longo de todo o percurso para encaminhar os automobilistas para os parques periféricos”, garantindo-se “estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida”.

A câmara informou que, além da presença permanente de viaturas dos bombeiros, vão atuar “equipas à civil das forças de segurança nos pontos mais sensíveis e de maior afluência turística e junto à estação da Portela de Sintra”.

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