Abusos sexuais: Padres suspeitos continuam em funções

Muitos dos suspeitos continuam no ativo, tendo sido apenas transferidos para outros locais.

Revista de Imprensa

Há padres suspeitos de serem responsáveis por abusos sexuais de menores na Igreja Católica Portuguesa que continuam em funções, com alguns a serem protegidos por membros da hierarquia religiosa também no ativo, avança o ‘Expresso’, citando uma fonte judicial que falou sob a condição de anonimato.

Segundo a mesma publicação, as 16 denúncias de casos de abusos sexuais enviadas para o Ministério Público – ontem confirmadas pela Comissão Independente (CI) de investigação – têm como protagonistas padres suspeitos de abusos ou responsáveis que tentaram ocultar ou abafar o que aconteceu.

A mesma fonte adianta que muitos dos suspeitos continuam no ativo, tendo sido apenas transferidos para outros locais. Esta informação foi também dada a entender na terça-feira por representantes da Comissão Independente: “Há indícios de ocultação”, disse o coordenador Pedro Strecht, em conferência de imprensa.

A Comissão já recebeu 290 denúncias em apenas três meses de trabalho. Ana Nunes de Almeida, membro da CI, disse no mesmo dia que “há mais homens (nos testemunhos) do que mulheres, estão representadas todas as regiões do país, todos os grupos etários, desde uma vítima nascida em 2009 até outra nascida em 1934”.

“As idades em que aconteceu o primeiro abuso sexual variam entre os 2 anos e os 17 anos”, acrescentou, adiantando que foram encontradas “todas as modalidades de abuso contempladas no inquérito”.

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