Lusoponte realça concessão de “enorme sucesso” nas travessias rodoviárias em Lisboa sem desvendar futuro

O presidente da Lusoponte, António Ramalho, defendeu hoje que a concessão da Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama, na região de Lisboa, que terminará em 2030, “é um enorme caso de sucesso”, sem revelar o futuro.

Executive Digest com Lusa

O presidente da Lusoponte, António Ramalho, defendeu hoje que a concessão da Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama, na região de Lisboa, que terminará em 2030, “é um enorme caso de sucesso”, sem revelar o futuro.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

“Estamos convencidos que haverá um concurso no final da concessão e, depois, logo veremos as condições que são concedidas aos vários concessionários e aos vários concorrentes. Da Lusoponte sabe-se uma coisa, que é: entregaremos esta concessão nas melhores condições, porque esta concessão é um enorme caso de sucesso”, afirmou António Ramalho, em declarações à agência Lusa.


A propósito dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, que hoje se celebram, o presidente da Lusoponte concedeu uma entrevista na sala de controlo de tráfego na Ponte Vasco da Gama, no Montijo, distrito de Setúbal, onde se monitoriza o trânsito das duas travessias rodoviárias sobre o Rio Tejo em Lisboa.


Sem falar numa possível intenção de voltar a concorrer à concessão das duas travessias rodoviárias sobre o Rio Tejo em Lisboa, o gestor da Lusoponte disse que esta é uma empresa “focada em fazer, não em anunciar”.


António Ramalho considerou ainda que o fim da atual concessão “é o momento ideal para refletir se a concessão foi boa ou má, se foi adequada ou não foi adequada, para preservar aquilo que eram os objetivos que lhe foram atribuídos”, lembrando que no passado houve muitas discussões sobre a qualidade da concessão.

Continue a ler após a publicidade

Sobre as futuras duas travessias sobre o Tejo em Lisboa, uma ponte rodoferroviária entre Chelas e Barreiro e um túnel rodoviário entre Algés e Trafaria, o presidente da Lusoponte defendeu que os projetos “são absolutamente essenciais”, em particular devido à construção do novo aeroporto da região de Lisboa, planeado para o Campo de Tiro de Alcochete.


Na perspetiva de António Ramalho, faz sentido que as duas novas travessias sejam incluídas na mesma concessão que integra a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama.


“Sendo uma concessão de travessias, só a integração das diversas travessias permite esta consolidação”, apontou o gestor, explicando que o acordo de gestão de infraestruturas rodoviárias é distinto do que acontece nas autoestradas.


Por exemplo, as autoestradas têm portagens dos dois lados, enquanto o atravessamento na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama é pago apenas num só sentido, lembrou António Ramalho, referindo que isso acontece porque a função das travessias sobre o Tejo “não é fazer circular-se só pessoas, é fazer que as pessoas circulem num vaivém”.


“Só nós é que temos o sistema de ViaCard, que é o sistema de descontos por continuidade significativa neste movimento. Porquê? Porque nós servimos pessoas que circulam, digamos assim, regularmente no seu dia-a-dia através desta travessia. Portanto, gerir travessias não é gerir autoestradas”, frisou.

Continue a ler após a publicidade

Sobre se as futuras duas travessias também devem ser portajadas no atravessamento rodoviário, à semelhança do que acontece na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama, o presidente da Lusoponte admitiu que sim, justificando que só assim é que se poderá “conjugar a solução, porque senão as pessoas prefeririam uma em detrimento da outra”.


A cobrança de portagens nas quatro travessias, segundo António Ramalho, irá permitir “o equilíbrio adequado e a resposta adequada” quanto ao atravessamento rodoviário entre as duas margens do Rio Tejo em Lisboa, sublinhando que é função do concessionário “garantir travessias em segurança, em mobilidade e em conforto”.


Para o gestor da atual concessionária, os projetos de mais duas travessias “têm uma importância estratégica para que o desenvolvimento regional de toda esta zona”, a Área Metropolitana de Lisboa, que ainda “pode crescer muito”.


Atualmente, cerca de 150 mil veículos atravessam diariamente a Ponte 25 de Abril, mais do dobro do que o tráfego na Ponte Vasco da Gama, mantendo-se como “a preferida” pelos automobilistas para cruzar as duas margens do Tejo em Lisboa, referiu o presidente da Lusoponte, realçando que “é absolutamente essencial uma nova travessia para assegurar o descongestionamento”.


António Ramalho disse ainda que vai ser essencial, a certa altura, fazer um corredor ‘bus’ na Ponte 25 de Abril, mas tal só será possível após o túnel rodoviário entre Algés e Trafaria e a ponte rodoferroviária entre Chelas e Barreiro.

Continue a ler após a publicidade

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.