Exames: PS defende que sem esclarecimentos é “preciso mesmo” um inquérito parlamentar

O PS afirmou hoje que faltam esclarecimentos do Governo sobre os problemas no processo de digitalização da classificação dos exames nacionais e defendeu que, “a continuar assim”, esta matéria “precisa mesmo de um inquérito parlamentar”.

Executive Digest com Lusa

O PS afirmou hoje que faltam esclarecimentos do Governo sobre os problemas no processo de digitalização da classificação dos exames nacionais e defendeu que, “a continuar assim”, esta matéria “precisa mesmo de um inquérito parlamentar”.

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A posição foi assumida pelo deputado socialista Porfírio Silva no debate, na Assembleia da República, da proposta do BE para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o processo de classificação digital dos exames nacionais , que será votada na sexta-feira.

Depois de o Chega ter anunciado, esta terça-feira, que votará a favor da iniciativa bloquista, a viabilização da proposta depende do voto favorável do PS, porém Porfírio Silva não adiantou qual será o sentido de voto da bancada.

Na sua intervenção, o socialista acusou o Governo de, com a digitalização da avaliação, ter feito “milhares de alunos, professores e famílias cobaias da imprudência” e considerou que “continuam a faltar respostas”, acrescentando que algumas das explicações dadas até agora contradizem o ministro da Educação, Fernando Alexandre.

O deputado considerou também que, embora o ministro vá “muitas vezes à Assembleia”, opta por “não responder a praticamente nada”.

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Para Porfírio Silva, “faltam esclarecimentos, faltam evidências, faltam dados concretos”.

“A continuar assim, o caos nos exames em 2026 precisa mesmo de um inquérito parlamentar. Um inquérito parlamentar sobre o funcionamento do Estado em matérias decisivas da governação”, disse.

O socialista criticou ainda o ministro da Educação, Fernando Alexandre, pela gestão do problema relacionado com a falta de vagas na escola pública, afirmando que, “para não variar”, o governante “começa a apontar o dedo às escolas” por problemas com origem na sua “falta de preparação”.

No encerramento da discussão, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, interveio para defender a resposta do executivo aos problemas na avaliação dos exames.

“Este Governo não confunde escrutínio com imobilismo, não confunde responsabilidade com medo de decidir. Onde subsistem problemas, corrige-os. Onde houver lugar à responsabilidade, assume-a. E onde Portugal precisar de mudar, este Governo não deixará de agir. E que todos nós saibamos assumir as nossas responsabilidades e não embarquemos em flotilhas ideológicas que nunca sabem onde vão parar”, apelou.

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