O mês de Março registou uma «forte redução» da actividade turística, reflectindo o impacto da pandemia de Covid-19 em Portugal, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estabelecimentos hoteleiros registaram, em Março, 697,7 hóspedes e 1,9 milhões de dormidas, menos 62,3% e 58,7%, respectivamente, em termos homólogos.
Esta quebra ficou a dever-se ao recuo de 59,2% dos turistas estrangeiros. A totalidade dos dezasseis principais mercados emissores registou decréscimo em Março, tendo representado 87,1% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês. É o caso do mercado britânico (19,1% do total das dormidas de não residentes em Março), que diminuiu 55,2% neste mês e 21,5% no conjunto dos três primeiros meses do ano. Os portugueses, ainda assim, também foram menos 57,6%.
Cada turista realizou, em média, uma estadia de 2,72 noites, mais 9,6%. A dos residentes subiu 11,4%, enquanto a dos não-residentes ficou-se por um aumento de 9,2%%. A taxa líquida de ocupação-cama, que foi de 17%, reduziu-se em 21,8 pontos percentuais.
Os proveitos totais afundaram 60,2%, fixando-se em 98,9 milhões de euros, e os proveitos de aposento caíram também quase 60% para 71,8 milhões de euros.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) registou um decréscimo 57,4%, para os 14,4 euros. Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 66,1 euros, recuando 6,2%.
Através de um questionário específico adicional que, durante o mês de Abril e primeira semana de Maio, o INE promoveu junto de 4600 estabelecimentos, sobre as perspectivas para a actividade turística nos próximos meses até Agosto, 78,9% dos inquiridos admitiram que a pandemia de Covid-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de Março a Agosto de 2020.
*Em actualização














