Em apenas 12 meses, passou a valer 34 mil milhões de euros: a história da fortuna explosiva do fundador da DeepSeek

A inteligência artificial não está apenas a transformar empresas e mercados. Está também a criar algumas das maiores fortunas da história recente a uma velocidade sem precedentes

Executive Digest

A inteligência artificial não está apenas a transformar empresas e mercados. Está também a criar algumas das maiores fortunas da história recente a uma velocidade sem precedentes.

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Uma análise da BestBrokers, baseada na lista de multimilionários em tempo real da ‘Forbes’, mostra que a riqueza dos multimilionários ligados ao setor tecnológico aumentou em mais de um bilião de dólares (cerca de 860 mil milhões de euros) entre julho de 2025 e julho de 2026, impulsionada sobretudo pelo boom da inteligência artificial.

O caso mais impressionante é o de Liang Wenfeng, fundador e diretor executivo da DeepSeek. Em apenas 12 meses, a sua fortuna estimada passou de mil milhões para 39,5 mil milhões de dólares (cerca de 34 mil milhões de euros), um crescimento de 3.850% que o colocou entre as 50 pessoas mais ricas do planeta. Segundo a análise, a ascensão acompanha a transformação da DeepSeek de um laboratório chinês relativamente desconhecido numa das empresas mais promissoras da inteligência artificial.

A Anthropic protagonizou uma evolução semelhante. Os sete fundadores da empresa — Tom Brown, Jack Clark, Sam McCandlish, Jared Kaplan, Daniela Amodei, Dario Amodei e Christopher Olah — multiplicaram as respetivas fortunas por quase 13, passando de 1,2 para 15,5 mil milhões de dólares (cerca de 13,3 mil milhões de euros) cada um. A valorização da empresa disparou à medida que investidores injetaram milhares de milhões na corrida aos modelos de inteligência artificial de nova geração.

Outra das maiores surpresas é Brett Adcock, fundador da Figure AI. A aposta em robôs humanoides permitiu-lhe aumentar a fortuna em mais de 1.170% num só ano, refletindo a crescente aposta dos investidores na combinação entre inteligência artificial e robótica.

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Mas os maiores ganhos já não se limitam às empresas que desenvolvem modelos de IA. Segundo o estudo, o efeito está a espalhar-se por toda a cadeia de valor, beneficiando fabricantes de componentes, empresas de comunicações óticas, produtores de sistemas elétricos para centros de dados e até setores aparentemente distantes da tecnologia.

Entre os maiores vencedores fora da IA destacam-se Hamdi Ulukaya, fundador da Chobani, cuja fortuna aumentou 443%, o empresário chinês Yuan Fugen (412%) e Patrizio Vinciarelli, fundador da Vicor, que viu a riqueza crescer 350%, impulsionada pela procura de equipamentos para centros de dados dedicados à inteligência artificial.

Se alguns enriqueceram a um ritmo recorde, outros perderam autênticas fortunas. O maior tombo pertenceu a Larry Ellison, presidente da Oracle. A sua riqueza caiu de 290,6 mil milhões para 151,9 mil milhões de dólares (de cerca de 250 mil milhões para 131 mil milhões de euros), uma perda de 138,7 mil milhões de dólares (cerca de 119 mil milhões de euros) em apenas um ano.

Segundo a ‘BestBrokers’, a queda resulta das preocupações dos investidores com o enorme investimento da Oracle em infraestruturas de inteligência artificial e com o aumento do endividamento necessário para financiar a expansão dos seus centros de dados.

O estudo mostra ainda que existiam, em 27 de julho deste ano, 3.356 multimilionários em todo o mundo, com uma fortuna conjunta de 19,6 biliões de dólares (cerca de 16,9 biliões de euros). Os Estados Unidos continuam a liderar o ranking, com 990 multimilionários, seguidos pela China (511), Índia (223) e Alemanha (205).

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A tecnologia é hoje, de longe, o setor que mais riqueza concentra. Sozinha reúne 511 multimilionários, responsáveis por uma fortuna combinada de 5,3 biliões de dólares (cerca de 4,6 biliões de euros), mais do dobro do setor financeiro. O top 10 das maiores fortunas mundiais inclui oito empresários tecnológicos, evidenciando como a inteligência artificial e o setor digital passaram a dominar o mapa da riqueza global.

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