Dos fatos às luvas, a «extensa lista» de encomendas do Governo para travar a Covid-19

O chefe do Governo assegurou também que o executivo está a encomendar material de proteçcão individual.

Ana Rita Rebelo

Começando por saudar a «unidade nacional com que todos os partidos» têm enfrentado a crise do novo coronavírus, o primeiro-ministro alertou esta terça-feira, no Parlamento, para a hipótese de um segundo surto epidémico no próximo Inverno sem uma vacina.

António Costa aproveitou a ocasião para anunciar que estão encomendadas mais batas (mais de 380 mil), fatos de protecção (quase 550 mil), luvas esterilizadas (mais de seis milhões) e, entre outros materiais, máscaras cirúrgicas (mais de 17 mil). O chefe do Governo assegurou também que o executivo está a encomendar material de proteçcão individual.

Quanto aos ventiladores, revelou que está a ser criado, neste momento, um protótipo «a testar nas próximas semanas».

Confrontado por Telmo Correia, líder parlamentar do CDS, Costa admitiu: «Não digo que não tenha faltado algum bem». Acrescentou, logo de seguida, que diariamente há «desagradáveis surpresas sobre o que vai acontecendo no fornecimento» de material. «Na noite de domingo para segunda-feira, às duas da manhã. o Estado português pagou 10 milhões de dólares para comprar 500 ventiladores e o prazo de entrega, daí para cá, tem vindo a evoluir bastante», assegurou, acrescentando: «Ou pagávamos a pronto ou não comprávamos porque estávamos em concorrência com outro país».

Ainda assim, reafirmou que no Serviço Nacional de Saúde «não faltou nada de essencial para tratar os doentes».

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Em vez dos 230 deputados estarão apenas 46 no debate quinzenal com o primeiro-ministro e seis membro do Governo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, que surgiu em Dezembro, na China, infectou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17 mil.

O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos.

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Os países mais afectados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infecções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 860 mortes (19.856 casos), e os Estados Unidos, com 499 mortes (41.511 casos).

Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

*Notícia actualizada com mais informação

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