Baixou alguma extensão do Google Chrome Web Store? É possível que esteja infetada com malware, alertam especialistas

As conclusões do estudo protagonizado por Sheryl Hsu, Manda Tran e Aurore Fass, que estudaram milhares de extensões do GCWS, foram publicadas num artigo no servidor de pré-impressão ‘arXiv’

Francisco Laranjeira

Especialistas da Universidade de Stanford (Estados Unidos) descobriram que milhões de pessoas estão a utilizar uma versão infetada do navegador Chrome devido a extensões instaladas da Google Chrome Web Store (GCWS). As conclusões do estudo protagonizado por Sheryl Hsu, Manda Tran e Aurore Fass, que estudaram milhares de extensões do GCWS, foram publicadas num artigo no servidor de pré-impressão ‘arXiv’.

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Para aproveitar ao máximo os navegadores da web, como o Chrome do Google, os utilizadores fazem o download de extensões de sites: um dos mais populares e conhecidos é o GCWS, que hospeda extensões para o Chrome que foram escritas por programadores terceirizados.

Dois dos principais problemas com o download e uso de extensões escritas por terceiros são o nível desigual de qualidade e a possibilidade de malware. Os investigadores adotaram duas abordagens para determinar quantas das milhares de extensões hospedadas no GCWS têm o que eles descrevem como extensões de segurança dignas de nota (SNEs) — aquelas que violam a política do GCWS ou contêm malware ou código vulnerável.

Para tal, fizeram o download de todas as extensões (aproximadamente 125 mil) que estavam disponíveis no site entre julho de 2020 e fevereiro de 2023, para depois fazer a análise do código que foi usado, procurando por sinais reveladores de infeção por malware. Foram também analisados o histórico de downloads do site e a longevidade das extensões.

A equipa de investigadores descobriu que aproximadamente 346 milhões de utilizadores fizeram um download de um SNE do GCWS durante o período de dois anos em estudo — 280 milhões dos quais envolveram SNEs com malware – lembraram ainda que o Google alega que menos de 1% das extensões hospedadas pela loja têm malware, salientando que verifica todas as extensões hospedadas no site.

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Por último, os investigadores também descobriram que os SNE variam muito em relação ao tempo em que ficam disponíveis no GCWS, de meses a anos, e que os utilizadores raramente relatam uma extensão como problemática.

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