O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, que não reconhece a derrota, está a incentivar os radicais a causar tumultos na cerimónia de tomada de posse de Lula da Silva, no dia em que o candidato eleito recebe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o diploma que oficializa a sua terceira eleição e o habilita a tomar posse no dia 1 de janeiro.
Esta segunda-feira, centenas de bolsonaristas acamparam à volta do Quartel General do Exército, em Brasília, com o intuito de travar a diplomação do presidente eleito através da manipulação dos militares.
Embora o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, seja apoiante de Bolsonaro, não quer confusão na cidade e, como tal, montou um forte esquema de segurança. Como resultado, o empresário bolsonarista Milton Baldin, presente no movimento perto do quartel, foi preso por convocar atiradores para estarem hoje na capital com o objetivo de impedir a realização da cerimónia.
Após 40 dias sem se pronunciar, o ex líder brasileiro apelou aos radicais e fez ameaças veladas à democracia na sexta-feira, recordando que ainda é o comandante supremo das Forças Armadas e “nada está perdido”.
Esta atitude, não só desencadeou tensões no país como representa um risco elevado de ações extremistas, embora poucos acreditem que os militares façam um golpe para manter Bolsonaro no poder.
Existem também os que estão contra o antigo presidente do Brasil, tais como os residentes do condomínio de luxo, situado em Brasília – onde o Partido Liberal arrendou recentemente uma mansão para Jair Bolsonaro se mudar quando deixar a Presidência -, que encheram o local com mensagens contra o governante e pretendem legalmente impedi-lo viver lá.
A cerimónia no TSE, onde será diplomado Lula da Silva e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin acontece às 17h00 de Lisboa.













