Moscovo alega que a Família Real Britânica foi aconselhada a “não contactar a embaixada russa” em Londres, segundo o embaixador da Rússia na capital inglesa Andrei Kelin que defendeu que a maioria dos políticos do Ocidente tornaram-se “borboletas que duram um dia”, ponderando pouco sobre o futuro e focando-se apenas em marcar pontos políticos “fúteis”.
Questionado pelo jornal Izvestia sobre a existência de comunicação com o rei Carlos III, o embaixador russo respondeu: “Não e eu sei que os membros da família real são aconselhados a não manter ou entrar em contacto com a embaixada russa”, acrescentando: “Isto priva-os de compreender o que irá acontecer daqui a um mês e um ano com a Ucrânia”.
“Afinal, se as coisas continuarem assim, a Ucrânia tornar-se-á um Estado falido, um buraco negro que terá de ser remendado”, salientou de acordo com a Sky News.
O diplomata no Reino Unido argumentou que os empresários russos, incluindo os oligarcas que acumularam enormes fortunas após a queda da União Soviética, já não consideram Londres como um porto seguro. “Acabou por se revelar um porto pirata”, esclareceu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).













